Blog da Editora Virgília - Sobre Livros e Cultura

Existe um outro jeito para as empresas? Adiante

frente-p-adiante.jpg

O professor da ESADE, Simon Dolan está no Brasil para o pré-lançamento de seu livro Adiante: As empresas e a sociedade em transformação.

Quem tem interesse em saber e discutir que as empresas não podem mais ficar restritas ao “mundo dos negócios” e invadem a vida privada das pessoas, dos governos, das emoções, pode ir amanhã até a Câmara Espanhola que fica em São Paulo, na avenida Luiza Carlos Berrini às 19:30 e participar da discussão.

Os interessados devem enviar um email para contato@virgilia.com.br. E daí, vão receber todas as informações.

O professor Dolan, além de um dos mais destacados professores da Esade, é uma autoridade em gestão. O livro, escrito em com o professor Mario Raich traz também depoimentos de líderes importantes como Al Gore, Belmiro Azevedo, grande empresário português, o guru Henry Mintzberg e o “nosso” Fabio Barbosa, CEO do Santander Brasil.

Um sabático interessante

Promete o novo suplemento sobre livros do novo Estadão. Tive acesso ao boneco que foi apresentado na edição deste final de semana. Rinaldo Gama, o editor disse que não será apenas sobre alta literatura, será sobre livros. Ótimo, era pouco o que o Estado tinha, O Globo é ainda quem faz o melhor produto neste quesito, mesmo podendo ser bastante melhorado. Pelo que entendi da entrevista de Gama, o do Estado, o nome é muito bom, Sabático, terá um espectro mais amplo. O mundo dos livros e da leitura estava precisando de algum espaço inteligente e nobre.

Seria bom que as livrarias também soubessem disso e, se possível, pudessem comprar e utilizá-lo como fonte de abastecimento, no mínimo de esclarecimento de dúvidas de leitores que lêem, sim, não são a maioria e existem. É decepcionante chegar numa livraria e se dar conta que o atendente não tem a mínima idéia do que você está falando, e você só está falando algo que saiu no jornal ou na revista…

Confirmo a expectativa num post no final desta semana.

Um ministro à altura da cultura do presidente???

jucaferreira.jpg

O jornal Valor Economico em seu caderno de Final de semana tem um almoço com o Valor, quando bate um papo com alguma personalidade sempre em um restaurante.

Na edição que foi às bancas na sexta o personagem foi o ministro da Cultura Juca Ferreira. Não pretendo votar na Dilma Roussef, não apoio o presidente Lula, fui petista na época da faculdade. Reconheço vários avanços de sua gestão, mas não consigo ver nada de relevante acontecendo na Cultura, nem na época de Gilberto Gil, nem agora com seu sucessor. O que foi feito é pouco diante da necessidade, infelizmente Lula é um dos melhores reflexos culturais do país, ou seja, churrasco e futebol, aqui sem nenhum preconceito ou questão política, avaliando apenas os fatos e manifestações.

Veja a opinião do ministro:

Lula deixa um Ministério da Cultura concebido na grandeza e na dimensão da cultura brasileira. Começamos a tratar a cultura como uma necessidade básica, como comida, moradia, saúde, ambiente saudável. O que diferencia o ser humano de todos os outros animais é essa necessidade de simbolização, criação, abstração. Numa entrevista ao Le Monde me ocorreu uma cena de Jean-Luc-Godard em que a filha pergunta:’Mãe, o que é a linguagem?’ e a mãe diz:’É a casa onde a gente mora’.”

Eu não vivo no mesmo país que este homem. É mais um daqueles que enxerga a importância da Cultura mas prefere ouvir o que os assessores lhe dizem, antes, preferia se conformar com o que o assessor, ele próprio, dizia. Ou seja, adequa os resultados a conveniência. Se aumentou a verba de 380 milhões para 2,2 bilhões acho que poucos perceberam.

Parece sim que apesar de declarar fazer pouco, o que mais quer é ser prefeito de Salvador. Talvez esteja fazendo mais por isso do que para ter mais brasileiros lendo…

Uma brisa levou Johnny Alf, mas ele fica

johnnyalf.jpg

 Morrou ontem Johnny Alf, alguém completamente ligado a MPB, meio esquecido, mas que agora talvez tenha seu valor reconhecido além das fronteiras dos experts da música. Gravado por muitos, estava recolhido há tempos. É melhor Eu e a brisa falar: 

Ah, se a juventude que esta brisa canta
Ficasse aqui comigo mais um pouco
Eu poderia esquecer a dor
De ser tão só pra ser um sonho
Daí então quem sabe alguém chegasse
Buscando um sonho em forma de desejo
Felicidade então pra nós seria
E, depois que a tarde nos trouxesse a lua
Se o amor chegasse eu não resistiria
E a madrugada acalentaria a nossa paz
Fica, ó brisa fica pois talvez quem sabe
O inesperado faça uma surpresa
E traga alguém que queira te escutar
E junto a mim queira ficar

O mundo não é plano no Caderno 2 de hoje. Amanhã na Zumbi dos Palmares

hillaryclinton.jpg  jamil-baixa.jpg

Matéria do Caderno 2 de hoje fala sobre o livro O mundo não é plano, convite postado ontem para o evento de hoje na Saraiva de Higienópolis. Para ler, clique aqui.

Amanhã, Jamil Chade o autor, Juca Varella o fotógrafo foi enviado de última hora para cobrir as eleições no Iraque, irá falar na Zumbi dos Palmares. Edson Miranda, seu diretor tem agitado a escola, ontem quem falou foi Hillary Clinton, presença até mais ilustre, mas não assunto mais importante… 19:30 na faculdade, que além dos alunos, receberá alguns consules de países africanos.

Prestigie Jamil Chade e Juca Varella na Saraiva amanhã

convite-jamil.jpg

O autor do livro Jamil Chade e o autor da fotos Juca Varella estarão na Saraiva do Shopping Higienópolis recebendo os amigos e interessados no tema. Prestigie.

José Cortez e a contribuição ao livro

livraria-cortez.jpg

O Estadão de ontem traçou na coluna Paulistânia o perfil do livreiro e editor José Xavier Cortez, da Livraria e Editora Cortez. Iria fazer o post ontem, mas preteri em relação ao José Mindlin. Hoje é justo recuperar o assunto, seja pelo lançamento do documentário O semeador de livros, que não assisti e não posso opinar, seja pela histórinha dele dentro da PUC, encontrando os livros, mesmo os proibidos para os professores, seja como um batalhador do livro.

Até eu lembrei do pé de feijão

joao-e-o-pe-de-feijao1.jpg joao-e-o-pe-de-feijao2.jpg

Ontem fomos com minha filha de cinco anos assistir ao espetáculo João e o pé de feijão no teatro João Caetano. Montado pela “companhia” Circo Mínimo, dois bons atores Ricardo Rodrigues e Rodrigo Matheus, além de divertir a criançada, fez alguns velhotes, no mínimo eu, lembrar vagamente das ilustrações do livro que continha essa história.

Devo ter voltado uns quarenta anos no tempo, vou guardar os livros que os meus filhos vêem agora, seria um excelente complemento se eu ainda tivesse o tal livro, mas não tenho, me sobra uma lembrança carinhosa.

Para quem está por São Paulo e tem filhos pequenos, uma boa indicação.

Cuidado com o seu ghost writer…

ghostwriter1.jpg

O filme do Roman (preso) Polanski ainda não estreou por aqui, parece que fala de um ghost writer que acaba revelando mais do que deveria e se coloca em perigo. Ghost de quem? Do primeiro ministro britânico…

Os três pontinhos acima são porque quem pegar a Veja desta semana e ler sobre o Gordon Brown e sua “falta de educação” vai ver o que o primeiro-ministro real da Grã-Bretanha teve que xingar seu ghost por ter copiado parte de discursos de Bill Clinton no que ele falou ou escreveu. É preciso confiar bastante no seu ghost, se não, ele pode aprontar.

Mais 6 livros para encontrar onde guardar

nada-a-dizer.jpg doutor-pasavento.jpg granta-5.jpg dicionario-de-simbologia.jpg o-encontro-de-joaquim.jpg para-ser-grande.jpg

Esses entraram na minha biblioteca física, outros quatro, no Kindle, mas ainda faço essa distinção e não falo dos eletrônicos, mas finalmente estou lendo.

Dos livros acima, apenas o Para ser grande é trabalho, biografias de empresários, estou escrevendo sobre um deles para o meu livro Os fundidos. Os outros, prazer e formação. De não ficção, a ótimo nova edição do Dicionário de simbologia, (estava com 25% de desconto), e O encontro de Joaquim Nabuco com a política.

Da ficção, além da nova edição da Granta, sobre família, o novo livro do Enrique Vila-Matas, Doutor Pasavento, comprei ontem e hoje saiu uma boa entrevista e matéria com ele no Estadão (o escritor e seu lugar na literatura) e o Nada a dizer, de Elvira Vigna, tratando sobre adultério, tema que estou trabalhando.

Poesia lida na livraria, desculpa Fabrício

esquimo.jpg

Li várias matérias sobre o novo livro de Fabrício Corsaletti, todas elogiosas. Já dei uma enorme bronca num presidente de empresas que confessou um dia ter lido um livro por mim lançado em algumas visitas à livraria. Ele concordou comigo e depois, quando escreveu seu livro, me procurou.

Achei que podia mudar de lado. Ao invés de dar a bronca, ser passível de recebê-la. Em duas visitas a livraria li o Esquimó. Gostei, não consigo reproduzir aqui nenhuma estrofe, nenhum poema, ao final, quase comprei, mas estava imbuído da experiência, mantenho essa dívida com Corsaletti, o próximo, compro. Me pareceu um poeta maduro com a palavra, apesar da idade. Prefiro ter os livros que leio, mas era um texte. Quem comprar este, não vai se arrepender, eu não comprei e estou arrependido…

O mundo do livro ficou menor sem José Mindlin

mindlin.jpg

Morreu hoje aos 95 anos o advogado, empresário, imortal, homem da cultura, mas principalmente bibliófilo e amante do livro, José Ephim Mindlin.

Se a Metal Leve teve seus dias de glória, será a biblioteca que o imortalizará. O prédio da biblioteca Biblioteca Brasiliana Guita e José Mindlin da USP está atrasado, espero que a doação não seja revogada.

O conheci já com mais de oitenta de cinco anos, tive alguns momentos dos mais interessantes. Alguém que soube levar uma vida com significado. E isso é bastante, muito mesmo.

Alberto Tamer não economizou para O mundo não é plano

tamer.jpg

O jornalista, editorialista e colunista econômico Alberto Tamer do Estadão não economizou elogios na sua coluna de ontem para o livro do colega Jamil Chade, O mundo não é plano. Deu inclusive a dica do lançamento na próxima semana, na Saraiva do Shopping Higienópolis. Se você acha que é jogo de comadre, um colega elogiando o outro, compre o livro e comente aqui. Segundo Tamer, “Um livro excepcional e valioso, que recomendo. ” Se quiser ler a coluna dele, encontrei num site de clipping, clique aqui.

Quando já está ruim, ainda pode piorar - leitura no Brasil

familiaassistindotv1.jpg

Desde a época acima, anos 1950, a coisa só piorou. Nessas terras onde a leitura chegou tarde e sempre perdeu para o calor, mais ainda.

Matéria no Estadão de hoje fala sobre pesquisa da Fecomércio-RJ que indica aumento da parcela de pessoas desinteressadas em atividades culturais e também ajuda a desfazer o mito de que as pessoas não lêem porque o livro é caro. Conheço várias pessoas que pagam 10, 15 livros numa bolsa e não compram um livrinho para colocar dentro…

À pesquisa: 60% das pessoas, amostra Brasil, não leram um livro, assistiram a um filme (cinema), foram ao teatro ou espetáculos de dança. Em 2007 esse número de de 55%. Imagine a tortura que é conversar com uma pessoa dessas.

Só 23% dos entrevistados leram um livro no último ano, o número já foi de 31%. A razão para não lerem? 60% por não ter o hábito da leitura, 22% por não gostar de ler e 6% por não ter como pagar por livros.

Se não lêem ou vão para esses lugares, onde estão os brazucas?
68% são expectadores de televisão;
14% preferem ir à Igreja;
12% encontrar amigos e parentes em churrascos e almoços (sem ler, o que conversar???);
9% vão a barzinhos;
8% assistem a futebol;
e 4% vão a restaurantes.

Assim que se constrói uma nação, uma nação medíocre…

Leitura para editores

vendedor-de-livros.jpg

Quem já passou pelo mercado editorial conhece Milton Assumpção, o risco de ousar ter uma marca pessoal é ser lembrado por ela. Milton tem uma cabeleira diferente, pode até me acusar de invejoso, já que sou quase careca, mas a dele é comentada nas feiras internacionais.

Isso talvez ajude a compor o personagem que soube diante de uma oportunidade, pegar o cavalo encilhado, e no caso dele, estava mesmo, era a McGraw-Hill, querendo deixar o Brasil, ousou deixar uma posição de executivo e virou empreendedor, fez a empresa crescer, vendeu para outra multinacional e depois voltou a atuar novamente no setor.

O livro conta alguns cases de marketing, interessantes para outros editores, raça tão acostumada a nada fazer, colocar o livro na piscina e ver se algo acontece, calma, eu também reconheço as dificuldades, mas a maioria é mais acomodada, como se diz por aí, joga-se o livro na piscina, se ele souber nada, sobrevive, se não, morre afogado. Milton causava burburinho com seus estandes, lançou livros lá fora. É uma leitura útil para quem é do mercado, para quem não é, existem livros onde se tinha mais grana para a promoção, possivelmente professores melhores.

Se você não lê, como quer que seu filho leia?

pedro-herz.jpg

A Ilustrada de hoje traz uma boa entrevista com Pedro Herz, o presidente da Livraria Cultura. Sou admirador confesso da Livraria, e sempre que vou na loja, nas lojas, do Conjunto Nacional, me assusto com o número de pessoas, tenho a sensação de viver numa ilha.

A entrevista é corajosa ao falar de livros eletrônicos, concordo com ele que a mídia faz muito mais barulho do que deveria, quer e precisa demonstrar estar na ponta. Também li pouco no meu Kindle, mas Pedro vai mais fundo, corre o risco de virar aquelas citações clássicas, tipo Bill Gates falando da internet ou o dono da IBM falando sobre computadores.

Mas continuando a investir nas lojas, como vem fazendo, já faz bastante. Para quem gosta de livros, é o melhor lugar para encontrá-los. As vezes, se tivesse algumas pilhas de autores, como faz a Travessa, ficaria perfeita, mas daí, seria menos Cultura e um pouco mais Travessa e eu não teria tantas razões assim para ir ao Rio de Janeiro.

Mas deixo para sua reflexão o título deste post, opinião de Herz. O que você está fazendo para formar leitores? Na sexta dei um treinamento para pessoas que farão uma ação em livrarias para um livro da Virgília. Quando discutimos hábitos de leitura, disseram que liam muito, na média, 6 livros por ano, bastante? Só se for em relação a média do brasileiro, mas sinceramente, acho que um número mínimo, capaz de ser factível com esta vida maluca e deixar a pessoa aproveitar o mínimo do que a literatura oferece deveria ser 24, 25, entre 2 e 3 livros por mês. Sim, você pode, desligue a televisão e vai ver como o tempo aparece, saia deste blog e veja como por mais que eu me esforce, ainda não escrevo como Philip Roth, Machado de Assis ou Dostoiéviski, mas quem sabe um dia chego lá.

Best seller de verdade - os maiores vendedores da década

jkrowling.jpg

A Época Negócios de fevereiro trouxe uma tarja com os principais vendedores de livros da década encerrada. O Mago já foi mais ativo, Paulo Coelho aparece na 85a. posição, tendo vendido 2,2 milhões de exemplares. Os leitores estão preferindo magias nos livros e menos nos autores…

A campeã disparado foi J. K. Rowling da série Harry Potter com 29 milhões de exemplares, um grande predomínio de autores de livros infantojuvenis e outra figurinhas carimbadas que possivelmente não virarão clássicos no século XXII como Dan Brown, John Grisham e Danielle Steel.

1) J.K Rollwing, 29 milhões; 2) Roger Hargreaves, 14,2 milhões; 3) Dan Brown, 13,4 milhões; 4) Jacqueline Wilson, 12,7 milhões; 5) Terry Pratchett, 10,5 milhões; 6) John Grisham, 9,8 milhões; 7) Richard Parsons, 9,5 milhões; 8) Danielle Steel, 9,1 milhões; 9) James Patterson, 8,1 milhões e 10) Enil Blyton, 7,9 milhões.

Que sobrem uma parte desses leitores e juntem-se aos que se formaram em outras fontes.

Goethe e a busca de algumas bases

os-sofrimentos.jpg os-anos-de-aprendizado.jpg

Descobri pelos colunistas da Folha que confundia Werther com Meister, ou seja, assumi que desconhecia Goethe, bela figura a embelezar um peso de papel em casa ou de quem visitei a casa em Weimar. Como ignorância tem limite, ensaiei entrar na obra por Fausto, o volume duplo, já nas minhas estantes avisa que levará certo tempo, decidi então um atalho.

Comprei Os sofrimentos do Jovem Werther e Os anos de aprendizado de Wilhelm Meister. Gosto de livro, por isso optei pelas melhores edições que encontrei, Martins Fontes e 34, as de bolso disponíveis, pecam pela tradução, pelo tamanho da letra e pela falta de fetiche.