Blog da Editora Virgília - Sobre Livros e Cultura

Gatos sortudos da Da Boa Prosa vira best-seller e esgota primeira edição em 1 semana

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O último lançamento do ano da Livros de Safra, por meio do selo Da Boa Prosa, rapidamente se transformou num sucesso, entrando na lista dos mais vendidos da Livraria Cultura que apostou desde o início no produto. Acreditamos que Gatos sortudos só não entrou nas outras listas porque os 400 exemplares vendidos no lançamento não são contabilizados para as listas e depois, a primeira edição, de 5.000 exemplares, esgotou-se em 1 semana, ficando as livrarias um tanto desabastecidas, o que já pode ser corrigido com a segunda edição que chegou antes do natal.

O livro das jornalistas e ongueiras do Adote um Gatinho, Juliana Bussab e Susan Yamamoto apresenta histórias emocionantes e educativas de bichos resgatados. Emocionantes porque exploram a relação homem animal em pontos profundos, educativas porque em cada uma delas um mito da vida dos gatos é desmistificado. Se você gosta de bichos, vale conferir, se ama gatos, não pode perder. Para saber mais ou comprar, basta clicar nos links abaixo:

Livros de Safra

Livraria Cultura

Livraria Saraiva

Adriana Conti Melo participará de coletiva na Galeria Ímpar

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Adriana Conti Melo, artista plástica e também sócia da Livros de Safra, sucessora deste blog, se prepara para sua primeira exposição individual no início de 2011, enquanto isso aquece as paredes da Galeria Ímpar, a partir de 14/11 e também terá suas obras representadas pela mesma galeria na Feira Parte, a partir de 17/11. Dois eventos paralelos que vale a pena serem conferidos, assumindo é claro toda a parcialidade da indicação…

Livro Eu não sei ter, de Marcelo Candido, virará peça de teatro!

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O livro Eu não sei ter (Virgiliae, sucessora deste blog) de Marcelo Candido está sendo adaptado para o teatro pelo cineasta Alexandre Ingrevallo. A revista Hola Brasil deu a nota acima. O projeto só chega ao palco em 2012, mas o trabalho já está acelerado.

Quando maiores detalhes estiverem disponíveis, aqui serão postados. Eu não sei ter narra a história de Justiniano um homem de 40 e poucos anos disposto a revisitar sua trajetória, principalmente a pessoal, e a amizade com um amigo que se encontra numa situação bastante complicada.

Se você quiser saber mais ou comprar o livro, clique aqui.

Sebos, lugar de gente interessante, para alguns, esquisita…

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Quem nunca se perdeu num sebo não sabe o que está perdendo, utilizar o Google para buscas é sempre algo imediato e possível de incluir em alguns cliques um mundo geográfico imenso, mas um sebo não fica atrás, não tem a praticidade, mas quase sempre tem um interessante exemplar da espécie a nos ajudar, indicar direções e similaridades. O acaso acontece no Google, mas uma acaso com sabor de história acontece num sebo. Para os tecnólogos do presente, os trabalhadores e amantes dos sebos podem parecer esquisitos, mas se você não está acostumado, reserve uma manhã de sábado e se perca numa parte da produção intelectual do mundo, com certeza algum livro vai te chamar. Talvez você até ache que esquisito seja mesmo só se relacionar com bytes…

O André Ferreira do Livronauta pediu a colaboração deste blog para divulgar o que fazem, e foi prontamente atendido. Alfarrabistas são amantes da continuidade, ajudam a levar histórias de uns para outros, ensinam que muitos podem compartilhar o amor exclusivo e único e depois, passar a outros, que nunca viram. Um sebo é um dos lugares mais interessantes para se despender uma manhã. Veja abaixo o artigo produzido pelo Alejandro Rubio.

Sebos 

Segundo a Wikipédia, “Sebo” ouAlfarrabistaé o nome popular dado a livrarias que compram, vendem e trocam livros usados. Segundo meu pai, era o único lugar onde ele podia buscar a leitura para cada dia, onde se achava nas mesas de ofertas livros baratos, e onde depois se podia reciclar parte da biblioteca fazendo um bom dinheiro. Para minha mãe era a ocasião perfeita para achar aquele livro que era um drama romântico, que o meu pai pedia que eu o escondesse para ela parar de chorar. Para os meus amigos, era o lugar perfeito para a caça ao tesouro….

Lembro bem da ocasião em que junto com Enrique, saímos de bicicleta e fomos ver revistas no Sebo e achamos embaixo de uma pilha, uma quantia de dinheiro. Ficamos congelados…..Nunca tínhamos visto tanto dinheiro assim. Nossa consciência nos dizia que esse dinheiro não era nosso, nossa cobiça dizia que essa pilha de gibis poderia ser lida, mesmo não tendo a grana. Repare que em nossa mente infantil, o dinheiro não valia nada, mais a possibilidade de ter livros e revistas para ler sim!

 Voltamos dois dias depois e o dinheiro continuava por lá, aguardando seu dono. Na nossa inocência de nove anos de idade, perguntamos ao dono : “O senhor nunca guarda dinheiro entre os livros?”, ele respondeu que nem louco faria isso, qualquer cliente poderia achar. “Nunca perdeu dinheiro aqui na loja?”, ele nem sequer nos respondeu e continuou com sua tarefa.O que fazer? Depois de pensar vários dias, decidimos que a melhor coisa que podíamos fazer era pegar o dinheiro e gastá-lo todo em gibis e livros. Venho então um dos períodos de maior felicidade da minha infância. O dinheiro ainda estava lá, e deu para comprar uns 50 gibis e 10 livros para cada um dos sócios. Graças a Deus o dono da livraria não fez perguntas, assim, nem precisamos mentir. Já tínhamos tarefa para essas férias escolares: LER!Uma vez que li todo meu acervo, o troquei com Enrique. Dias depois, esgotada a leitura, decidimos voltar até o sebo para fazer uma troca. Entreguei 50 gibis e 10 livros e fiquei com 20 gibis, desta vez de super-heróis. Continuamos com nossa tarefa enfadonha e no fim das férias, quando conseguimos colocar toda a leitura em dia, devolvemos todos os gibis e livros, não ficando com qualquer um e ainda entregando vários que tínhamos em casa. No fim das contas, o livreiro ficou satisfeito e nunca soube da nossa malandragem juvenil. Assim, nossa consciência ficou aliviada e acreditamos ter participado do final tipo mocinho da historia.
 Sobre o autor:
Alejandro Rubio, dono da Livraria Osório, faz parte do Portal de Sebos Livronauta.

Guia da Folha classifica Eu não sei ter como ótimo

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O Guia de livros da Folha desta semana destacou entre outros títulos o livro Eu não sei ter de Marcelo Candido, o editor da Virgília e da Livros de Safra. A classificação dada ao livro foi de Ótimo e no texto diz que Candido trabalha com rara eficácia num terreno literário onde se destacam nomes como, nada menos, Philip Roth (na capa do Guia por seus novos livros brasileiros, Nêmesis e Zuckerman acorrentado) e Ian McEwan.

Se você quiser saber mais sobre o livro visite o site da Livros de Safra, clicando aqui, ou então a página do livro no Facebook, clicando aqui.

Vale a pena acompanhar as reflexões de Justiniano sobre os limites da amizade e questionar o quanto a fidelidade é um conceito prático.

Eu nao sei ter (Eu não sei ter), primeiro romance do editor da Virgília

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Eu, editor da Vírgilia, Marcelo Melo, estou lançando meu primeiro romance, Eu não sei ter. O livro sai pelo selo Virgiliae, da Livros de Safra, uma espécie de sucessora da Virgília, a versão independente do meu trabalho, numa etapa pós parceria com a Saraiva.

Decidi assinar ficção como Marcelo Candido (meu sobrenome do meio), para conseguir independência quando atuar como editor, poder manter uma visão crítica e independente dos textos de terceiros que serão apresentados.

Eu não sei ter é uma história que discute relacionamentos, afetivos e de amizade neste mundo contemporâneo e agitado que si vive neste início de século XXI. O melhor amigo do narrador, um psicanalista sofre um acidente e fica vegetando para o resto da vida, sem poder explicar a história que vem a tona com o acidente. Com isso, Justiniano, o narrador é solicitado a bisbilhotar a vida do amigo e se vê obrigado a rever a relação com Cândida, uma mulher ressentida e surpresa com o que acaba de descobrir da vida do marido.

Para saber maiores informações visite o site da Livros de Safra, clicando aqui ou na capa do livro acima.

Que discurso chato: só porque era do rei?

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Com o tempo escasso, fiz escolhas severas para a última temporada do Oscar. Não tinha gostado tanto de O cisne negro, passei a gostar mais depois de sair da sala de O discurso do rei.

Ou estava de mau humor, ou o filme é carregado, lento, quase sonífero. Devo ter dormido, mas não percebi as hipóteses da gagueira, e olha que tendo a isto, portanto o interesse devia ser maior. Nem a atuação de Colin Firth não me impactou tanto. Me pareceu um típico ganhador de Oscar. Até a tradicional e no fundo inofensiva, porque aberta e programada, cutucada na igreja houve. Infelizmente sou obrigado a aceitar que os ditadores e facínoras tem feito discursos mais eficazes, no mínimo, tem servido para não apenas se manterem no poder de forma absurda, como ainda enxerem seus bolsos e contas de recursos, financiando até escolas de primeiríssima linha, pelo menos até o incidente (lá mesmo, onde o rei discursa!).

Da cama, às telinhas, às páginas, à telona: Bruna Surfistinha

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Já não me lembro se li o livro da Bruna Surfistinha, tenho a impressão que não. Certeza de que não peguei o seu blog e muito menos a própria. Mas é claro que fiquei curioso com a história, e resolvi levar ao cinema um adolescente, achei que era uma boa desculpa para uma conversa sobre o assunto (algumas adultas insistiram que a desculpa era esfarrapada…).

O filme foi melhor do que eu poderia imaginar mas mesmo assim poderia ir um pouco mais fundo no psicológico da personagem e o que talvez fosse mais interessante, no psicológico dos clientes, aí sim se transformaria num tratado. Serviu para minha conversa com o adolescente? Também menos do que esperava, mas acredito que deixou aberto o canal de comunicação. Sinais dos tempos?

O filme segue firme e já bateu 1 milhão de expectadores, o livro bateu os 300.000 exemplares, números para deixar editores e cineastas com inveja.

Gostei do começo, depois… Cisne negro!

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Da temporada de filmes, escolhi Cisne negro para começar. Me arrependi. O filme de Darren Aronofsky começou muito bem, uma câmera agitada, mostrando o ballet e algumas questões humanas de forma real. A tal mãe da Natalie Portman me pareceu um exagero desde o início, mas o restante ia bem.

Mas aí, o diretor resolveu abusar dos efeitos especiais, sinceramente o filme não precisava disso. Devem existir pessoas com uma enorme dificuldade de soltar-se, sentir, se deixar levar. Também existem malucos em todas as áreas, bem como pessoas dispostas a arrancar das outras o melhor, não importa a forma, mas o filme me perdeu, exagerou e deixou de ser uma obra interessante e densa sobre questões humanas importantes para tentar se tornar um thriller impactante e fechado ao pensar, pena. Sim, gostei de Natalie Portman, é sempre bom ver alguém com aquela cara de boa moça testar e mostrar os limites da vida. Hollywood também anda botando as manguinhas de fora, todos os conservadores ficaram no mínimo intrigados com o tal lesbianismo, se não afrouxou a moral, no mínimo aumentou a fantasia…

Quase um dicionário de sinônimos relacionado ao sexo…

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Havia comprado há tempos o livro do Reinaldo Moraes. Assisti sua participação na Flip e li vários comentários sobre o livro. Mas resolvi le-lo mesmo, interrompendo Anna Kariênina, por acreditar que este não seria um livro passageiro.

É, acho que não será. Me surpreendi com a capacidade do autor de encontrar sinônimos para órgãos e posições sexuais, com o senso de humor extremamente aguçado e com a sequência de “absurdos” de seu personagem inconsequente. O tal cineasta maldito não quer nada além de curtir a vida, acredita ter uma relação carinhosa com o filho, mas só porque é distante e ainda deve se lembrar dos desprezos do pai, de perto mesmo só muito sexo, drogas e outras sacanagens. O vocabulário é extremamente rico, dá até para organizar um pequeno dicionário de sacanagens, inspirado no mesmo, e a história um pouco mais longa do que o ideal, mas é impossível o leitor não ter a sensação, ao fechar o livro, de já ter feito muito mais do que já fez, são tantos detalhes que é factível achar que as proezas também aconteceram na nossa vida. Uma leitura extrema.

Estava na fase final, quando ele encara uma velhota, quando o vi chegando no Carrefour, quase o abordei para tirar um sarrinho sobre comer a velha, mas achei que era invasão demais, afinal, tudo aquilo não passa de ficção, mas que ele deve ter tido que se acostumar com olhares assustados, isso teve. Aos profissionais, a leitura vale como check-list, aos pudicos, como quebra-gelo e preparação para a vida real.

Livros viram objeto de desejo de decoradores…

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Atrasado estou há alguns meses. Está faltando tempo para alimentar este blog, estou colocando o da Livros de Safra no ar, e principalmente, colocando a editora no mercado. Mas sou teimoso e não desisto fácil. Consegui hoje pela manhã ler a Folha de segunda passada, na verdade, segunda retrasada, quando estive no Digital Book World em Nova York, postei algumas coisas sobre ele no www.livrosdesafra.com.br .

Mas ao ler a reprodução do New York Times que a Folha apresenta toda segunda, eis que além de discutir sobre digital e o preconceito da sociedade americana com traduções, há uma interessante matéria sobre o sentido dos livros para os decoradores e o negócio, talvez mais lucrativo do que vender conteúdo, de vender livros por centímetros para decoradores. E um dos negócios é em Boulder, supostamente um lugar “cabeça” dos Estados Unidos. Lá, Thatcher Wine cobra entre 80 e 350 dólares por 30 centímetros de livros encapados, se a opção for por um material mais nobre, o preço sobe para 750 dólares. Um administrador de fundos, ao montar sua casa nova, fez a lição de casa para não parecer logo de cara alguém simplesmente interessado no vil metal, pagou 80 mil dólares para ter uma biblioteca “ornando” com sua casa.

Uma outra decoradora de NY vai na direção contrária, tenta convencer que seus clientes se interessam pelo conteúdo e vão com ela até a Strand para terem apenas livros que possam ler nas suas estantes, sei lá, cada louco, também sinônimo de bibliófilo, ou então de suposto alpinista intelectual para não parecer apenas mercenário, tem sua mania.

Comprei dois livrinhos bem interessantes sobre livros: Buried in books, a reader’s anthology de Julie Rugg (Francis Lincoln) e Curiosities of literature - a feast for book lovers de John Sutherland (Skyhorse Publishing).

Ainda acredito que o mais importante nos livros é o resultado da sequência das palavras, espelho das idéias, embora não tenha nada contra o fetiche de uma edição, a beleza precisa ser ressaltada, Cosac que me confirma, mas vejo nesses decoradores um mercado para um produto que a cada dia anuncia ser mais digital…

Até mesmo uma história “boba” com uma mão pesada fica bom…

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Se eu fosse você assistiria Além da vida, novo filme de Clint Eastwood. Quem gostou de Ghost, lembra daquele filminho brega que foi um sucesso (sim confesso que torcia pelo encontro dos dois, quantas máquinas para fazer cerâmica não foram vendidas?), vai se frustrar. Tem charlatão, mas não tem Woopy Goldberg.

Eu não gostei dos teóricos poderes do personagem de Matt Demon, me relaciono com esses assuntos de forma fria (tá bom, se a me aparecer alguém com uma experiência quase-morte com a cara e jeito da Cécile de France, não hesitaria um minuto em mudar de postura), mas o que o filme fala de vida concreto é muito bom. Pesado, coisa séria, sem afinar para sonhos ou desejos, vida dura, drástica, como a realidade.

A cena do tsunami é forte, mães como a dos gêmeos existem, irmãos aproveitadores também. Ou seja, Eastwood fez um filme que fala supostamente sobre o além da vida, mas que fala mesmo sobre o aquém da vida…

Qual a relação entre o Ronaldinho Gaúcho e o Cine Belas Artes?

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Duas notícias me incomodam há alguns dias. O fechamento do Cine Belas Artes e a novela sem fim do Ronaldinho Gaúcho, sem fim? Isso mesmo, duvido que ele vá voltar a jogar o que já jogou, pode dar retorno? Sim, mas era para estarmos falando de futebol, títulos. Quem vai se esforçar para ajudar um “companheiro” que tem o salário algumas vezes maior divulgado no jornal, tanto quanto as gandaias (tomara eu esteja errado…).

Mas voltando, qual a conexão entre elas? É a conexão cultural, sinal dos tempos, um pouco no mundo todo, bastante aqui no Brasil. Shopping é lugar de consumo, mas está virando também lugar de cinema, ou seja, que tipo de filme vai passar? Futebol é lugar de arte, de paixão, com um cara desses, que tipo de jogo teremos? Para mim a ligação entre os dois é a pobreza cultural para que caminhamos, pior é que não é de hoje, pouco muda, tal qual todo janeiro a tragédia das chuvas. Provavelmente o Sérgio Cabral contratou a Cobra Coral e achou que podia viajar tranquilo para o exterior…

Aula Nota 10! Finalmente chegou. Volta às aulas para mestres!

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Aula Nota 10! 49 técnicas para ser um professor campeão de audiência de Doug Lemov acaba de chegar da gráfica. Nas livrarias deve estar disponível já na próxima semana, mas na loja da Livros de Safra já pode ser comprado agora (www.livrosdesafra.com.br) e remetido pelo correio para os professores que querem fazer a lição de casa ainda nas férias e começar 2011 numa outra dinâmica.

Lembrando, Doug Lemov pesquisou professores extraordinários que conseguem obter de alunos de escolas carentes resultados excepcionais. Aprofundou as pesquisas, filmou e surgiu não apenas com as 49 técnicas do subtítulo, definiu outras doze. Os capítulos deixam muito claro o que se consegue obter dos alunos com este livro e onde o professor deve trabalhar para chegar lá: criar altas expectativas acadêmicas, planejar para garantir um bom desempenho acadêmico, estruturar e dar aulas, motivar os alunos nas suas salas, criar uma forte cultura escolar, estabelecer e manter altas expectativas de comportamento, construir valores e autoconfiança, melhorar seu ritmo, estimular os alunos a pensar criticamente.

A segunda parte do livro é dedicada a importância da leitura e como se transformar num professor de leitura. A obra foi traduzida por Leda Beck e teve a revisão técnica da respeitada educadora Guiomar Namo de Mello e também de Paula Louzano da Fundação Lemann. Aliás, o apoio da Fundação Lemann possibilitou um preço bastante agressivo para um livro de 336 páginas e formato 17x24 cm: R$ 29,90. Cheque no site da Livros de Safra (www.livrosdesafra.com.br) ou então peça para o seu livreiro preferido. Ah, se você é empresário ou trabalha numa grande empresa e quer ajudar alguma escola da região, eis uma maneira efetiva de fazer a diferença, entre em contato: 11 3081-2510.

Dá para se divertir um bocado, e rever preconceitos também!

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Imagine um formal jantar de negócios em família, apresentação de novo sócio em empresa tradicional, cada lado tentando impressionar o outro. É desta forma que se inicia O primeiro que disse, antes apenas a revelação do irmão mais jovem ao mais velho: um anúncio vai ser feito.

O anúncio é feito é causa um reboliço enorme, pior é que o mais velho copia a idéia do mais novo, antecipa-se e livra-se do peso de bancar o hetero numa família machista e tradicional. Em momentos ótimos, outros um tanto clichê, este filme diverte e faz pensar. Meu lado preconceituoso apareceu quando torci para o mocinho beijar a mocinha, estava aí olhando o mundo com os meus olhos, não o do personagem. Mas todos devemos fazer isso, não? O diretor é turco, mas passa perfeitamente por um italiano, Ferzan Ozpetec depois de ter visto o filme parece ter o mesmo som de Genaro…

Os detalhes da história são melhores do que o filme…

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Ando bem atrasado com este blog, a carga de trabalho está absurda e estou também colocando o novo site (com um blog menos opinativo do que este, mais dia a dia de editora), da Livros de Safra no ar (www.livrosdesafra.com.br), isso atrapalhou bastante a minha leitura de base, daqui a pouco faço o balanço de 2010, também diminui minha capacidade de ir ao cinema, o que é uma pena.

No final do ano passado fui assistir A rede social, filme não apenas muito falado, mas também bastante elogiado sobre o Facebook e seu criador Mark Zuckerberg, e mais extremo ainda, bastante premiado pela crítica americana, aparecendo como um dos favoritos ao Oscar 2011, o que mostra a mediocridade, no ótimo sentido, deste prêmio. Assiste A rede social um dia depois de Tetro, são incomparáveis…

Mas é inegável o que o Facebook faz na vida das pessoas, eu passo pouco tempo nele, devo ser um dinossauro mesmo, mas ainda gasto mais tempo no google do que no Facebook, mesmo admitindo que existe um voayeur dentro de mim, como existe em cada ser humano, alguns, treinados na repressão religiosa o seguram mais (cuidado que um dia escapa…).

O filme me parece mais um documentário do que uma peça artística. O meu destaque fica para a atuação do Zuckerberg do cinema, Jesse Eisenberg. De resto, acho que todo mundo deve ver, afinal, o troço vale 50 bilhões de dólares em poucos anos e mexe com a vida das pessoas, sendo o que mais se aproxima da previsão de Orwell sobre o BigBrother. Nesse sentido sim o filme mostra um retrato fiel dos tempos que vivemos. Ah, também me serviu para tirar um pouco a mística de Harvard, das universidades americanas em geral, se depender do filme, estão mais para puteiros do que para centros de desenvolvimento intelectual, o que não tenho nada contra, só julguei que o barato naqueles ambientes era outro.

Um filme como há algum tempo não via: Tetro

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De cara confesso que tenho inveja do Coppola. Não queria ter aquele “corpãozão”, mas queria ter aquela cabeça sim. Tampouco me importaria de ter alguns restaurantes e uma bela vinícola, bem como uma filha como a Sofia.

Dito e posto”, gostei muito de Tetro. Daqueles filmes que você sai do cinema querendo falar, com algumas dúvidas e pensando na sua própria relação familiar. É uma pena que o Brasil seja tão caro e um cara desses escolha os hermanos para um projeto pessoal. Aliás, esse resquício de vida inteligente dos cineastas americanos parece que precisa fugir das fronteiras dos pilgrans…

Fracasso e sucesso, espaço e disputa familiar acabam sendo expostos e levando o expectador a rever um tanto a carga dramática das vidas humanas. Gostei muito do Vincent Gallo, uma atuação debochada consciente e profunda. O que você de fato sente pelos seus familiares? Não responda antes de assistir!

O recurso do filme em p&b e as lembranças em cor me agradou, se for manjado, nunca tinha visto. As cenas de ópera mostram a carga dramática daquela mídia e quão humana é a tal bonequinha. Quem trabalha com ou em empresas familiares deve assistir e aceitar mais de perto o espaço da disputa.

Ricardo Amaral: para alguns a vida é uma festa

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Comprei meio sem planejar, comecei a ler e com ele furei a minha fila de leitura. O livro Ricardo Amaral apresenta: Vaudeville, é para ser consumido rapidinho, de início gostei muito, é fácil, divertido e mostra os bastidores de muitas coisas, o autor teve o mérito de encontrar uma linguagem que passa para o leitor um equilíbrio, não conheço todas as histórias, mas parece que ele fala a verdade, dá uma no casco e outra na ferradura. Festeiros têm o hábito de ver tudo como lantejoula, não foi a impressão que tive.

A grande lição é a constatação óbvia de que a noite influencia mesmo bastante o dia e que com bebida na cabeça e vontade de “aprontar” muitos negócios também acontecem…