24 de Novembro de 2007

Uma lembrança muito inspiradora, uma crítica contundente…

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Hoje estava lendo uma revista Inc. e vi uma matéria homenagem a Anita Roddick, uma das mulheres mais instigantes e verdadeiras que conheci. Tive o prazer de editar o seu livro, Meu jeito de fazer negócios, a primeira vez que a encontrei foi às 6:30 da manhã, tinha ido pegá-la no aeroporto de São Paulo, iria acompanhá-la por uma semana na sua primeira visita a São Paulo. O Brasil ela já conhecia, mas só a Amazônia e Rio de Janeiro. Era um domingo e ela disse que faria o que eu fosse fazer com a minha família se ela aqui não estivesse. E assim foi, fomos a um show no parque do Ibirapuera, passeamos com meu filho pequeno.

Andei com Anita entre SP e RJ nos mais diversos ambientes, foram muitas palestras, inúmeras entrevistas, jantares. A vi pacientemente responder sobre a Body Shop, falar com empolgação sobre as questões que defendia, brigar por seus interesses em relação ao livro e ao final fazer uma aposta sobre o número de vendas.

Infelizmente ganhei a aposta, o mercado brasileiro não a recebeu como merecia. Mas injustiça maior foi agora quando descobri quase um mês depois que Anita havia falecido. Soube pela Época Negócios, nenhum outro veículo relevante deu a notícia ou fez cobertura, ninguém mais foi buscar o que ela fez na condução da empresa, checar as causas que defendeu de forma muito ativista. Haja incompetência, páginas e páginas são impressas com conteúdo bastante questionável e quase ninguém fala da morte, ou melhor ainda, dos exemplos que Anita deixou as pessoas de negócios, ou melhor ainda, as pessoas com alguma ligação com a coerência e com a vida. Essa deixa saudades…

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