25 de Novembro de 2007

Luxo x Cultura. Aparência x Substância… Dasdente

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Deu na Vejinha e também em outros veículos a inauguração da nova clínica do Ateliê Oral, no prédio onde antes funcionava a Daslu. A julgar pelo posicionamento do “negócio”, o ambiente ainda continua infestado por luxo e mimos. Uma clínica odontológica com dentistas usando uniformes de grife, toalhas de algodão egípcio, sala de massagem, café especial (alíás, nada contra o café do Suplicy, na minha opinião, o melhor café de São Paulo) e com certeza uma conta salgada. Mas o problema não é esse, talvez seja até preconceito meu (nunca estive lá), mas na recepção as revistas, apesar de não poderem ser tão velhas como na maioria dos consultórios normais, devem seguir a linha “vazio, de virada rápida de páginas, com castelos, glamour, banheiras”.

Tudo bem, cada um faz o que quer com o dinheiro que tem, mas é mais um sinal do vazio cultural que representa a nossa era. Pouco preocupados e dispostos a consumir revistas mais inteligentes, livros, arte, teatro que não sejam os músicais da Broduei, cinema que não seja de Holiudi , porém, muito preocupados com o luxo e conforto, agora não mais do seu lazer, mais também de sua saúde. Duvido que os profissionais e os clientes dessa clínica já tenham ido correndo às livrarias iniciar a sua biblioteca da obra completa de Jorge Luis Borges que acaba de ser lançada pela Companhia das Letras. Preconceito? Talvez, mas quem se interessa por Borges e tantos outros escritores fundamentais talvez ainda ache que dentista bom é aquele competente, que ainda insiste em se vestir de branco, põe um diploma de uma boa faculdade na parede e tem uma mão hábil e um consultório necessário…

Um comentário em “Luxo x Cultura. Aparência x Substância… Dasdente”

  1. Daniela

    Olá, respeito sua opinião, mas tenho certeza de que o fato do Ateliê Oral ser uma clínica luxuosa totalmente diferente dessas clínicas comuns, não interfere no talento e na competência dos dentistas que lá trabalham.
    Se eles não fossem realmente bons, não teriam se estabelecido e não atenderiam os clientes da elite da nossa sociedade, como empresários, artistas, etc.

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