Imperdível no Estadão de hoje!
Se ainda não leu, dá tempo de ler hoje, ou então, guardar para o meio da semana: caderno Aliás, O Estado de S. Paulo, 09/12. Tem uma entrevista do senador Jefferson Péres que é das mais interessantes. Tenho receio de defender políticos, mas mesmo sem ser do Amazonas e ter um histórico mais próximo, os senadores de São Paulo não passam no meu crivo, nem mesmo o Suplicy, eu ouso classificar o Péres como um dos políticos mais coerentes deste país.
Durante a semana a jornalista Dora Kramer já tinha defendido o senador das tirações de sarro que Calheiros e Sarney faziam, classificando-o de pobre. Acrescentou a jornalista, o senador Péres pode até ser pobre, mas é limpinho. Piadinhas à parte, o mesmo não pode ser dito de Calheiros e Sarney. O perfil de Péres é bastante coerente, o parágrafo final é necessário. Péres se assume ambicioso, mas não ganancioso, admite a vaidade, o gosto pelo conforto e não ter como objetivo ser classificado como santo, mas como incorruptível sim, e isso hojé já é muito.
Voltando ao tema do primeiro livro da Virgília, História do futuro do Brasil, tem no mesmo Aliás uma entrevista com o Carlos Guilherme Mota que expõe de forma clara as questões da elite brasileira e o momento que estamos vivendo. Mota é duro, le-lo, como ler o livro da Virgília é descer do bonde das ilusões, é encarar que há muito o que fazer e já não é mais possível fingir que está tudo bem se o insulfim ajuda a esconder um pouco da realidade. Para Mota, todos somos formigas, aprisionadas por um modelo ancestral. Corrêa da Costa no livro mostra que sempre se tomou as decisões da mesma forma nesse país. Mota argumenta que o senhorio do período colonial se metamorfoseou e não há ruptura, essa deve ser a verdadeira metamorfose a que o presidente Lula fez referência.
