26 de Dezembro de 2007

Balzac e meus 42 anos!

Amanhã faço 42 anos. Além do batido, ‘nossa como passa rápido!’, me vejo a deglutir o final da leitura do Ilusões perdidas de Balzac e a minha resistência a perder algumas delas, a minha disposição, e portanto jovialidade, em encarar a vida como ela é. Ainda agarrado a algumas ilusões, pendo entre o pessimismo constatativo da ação da espécie e o otimismo da briga para construir, se não um mundo, quiçá um entorno, um pouco menos hipócrita e mais saudável.

Mas a grande diversão dessa viagem tem sido constatar as várias facetas do bicho homem e o quanto tenho conseguido, ao expor os meus fantasmas, ter uma relação transparente e livre dos mesmos. Se 42 me chancelam para opinar sobre algo, é isso: não guarde os seus fantasmas, se tentar, eles vão assumir o comando. Assuma-se e passará a ter com eles uma relação mais simples e resolvida, inclusive para identificar que tipos de fantasmas estão no comando do seu interlocutor.

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