11 de Janeiro de 2008

Tolstói, mergulho interno

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Li uma resenha sobre A sonata a Kreutzer no Estadao de domingo passado e fui atrás do livro. Não tinha, e para variar, nas livrarias não se tinha lido o jornal, a resposta é sempre que tiveram que chegar para trabalhar no domingo de manhã. É impressionante como as livrarias ainda não se deram conta que podem vender muito mais livros se derem o mínimo destaque para os livros que estão no jornal, aprendi isso na primeira aula do curso de administração de livrarias que fiz na Finlândia, talvez por aqui seja diferente…

Saí sem o livro, mas consegui o CD da sonata de Bethoven, o meu é uma gravação da Decca com Itzhak Perlman e Vladimir Ashkenazy, lindíssimo, se quiser ouvir um pedacinho da sonata, eis um link (UOL Megastore).

Além desse CD comprei também o livro Padre Sérgio. Foram minhas duas leituras da semana, um pequeno mergulho e tirada de atraso de Tolstói. Recomendo. O final de Padre Sérgio achei que deveria ser mais complexo, mas os dilemas e a relação dele com a vaidade e a tentação o empurram ao paralelo, se não quiser questionar isso, não abra. Mas forte mesmo é A sonata a Kreutzer que chegou na 2a. pelo correio. Quem for ler e tiver alguém com quem divide a vida afetiva, se pegará observando o outro em detalhes e decidindo se utilizará um instrumento de medição analógica ou digital para avaliar a semelhança de seus sentimentos e dúvidas com o do personagem criado por Tolstói. Pode demorar um pouco para se admitir o parentesco, mas ele existe e a leitura é capaz de alinhar as pontas de sua relação ou eliminá-las antes que coisa pior aconteça, inspirada pelos demônios de Tolstói.

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