15 de Janeiro de 2008

Vida correta vale a pena?

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Sigo minha cruzada no universo dos russos. A indicação de leitura da vez é A morte de Ivan Ilitch, o questionamento que deve ficar é sobre o valor de uma existência diante de determinados parâmetros. O juiz Ilitch ao morrer se questiona por que tamanho sofrimento, dores físicas como fáceis para as dores morais, se ele teve uma existência correta?

Alguns acham o livro e o assunto mórbidos, esses não percebem que não é um questionamento de morte, e sim um questionamento de vida, de valores e guias para as próprias ações. Ninguém vai acertar toda hora, (o que é acertar?), o certo e o errado o que são? O que é moral? No fundo são decisões de foro íntimo vividas num coletivo, uma busca de um equilíbrio tenso que não te abandona nunca. Nunca estive perto do final, simulo uma construção de moral que vai sendo a somatória de decisões, algumas mais confortáveis, outras menos, dos supostos erros e acertos, dos confortos e desconfortos, dos prazeres e das dores vou constituindo a minha moral, são essas decisões que imagino rever se pressentir que o final se aproxima. Mas esse é um caminho longo, uma preparação para ainda no mínimo uns 50 e tantos anos, quiça, 60!

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