18 de Janeiro de 2008

Perfume de mulher!

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Ontem estava num café, mesinha da calçada, discutindo com uma amiga, a Denise Gallo, especialista em inteligência de mercado para o público feminino (se tem interesse no assunto, visite o blog dela: http://blog.umaauma.com.br/)  sobre comportamento da mulher e a idéia de transformar o trabalho delas num livro da Virgília, aguarde.

O papo além de interessante estava profundo, discutíamos referências e filosofias de vida, os lados da equação, o preço da autonomia, a busca de realização, educação de filhos quando a mesa ao lado vagou e rapidamente foi ocupada por uma mulher já avançada na idade.

Para mim foi impossível não olhar, era daquelas senhoras exageradas em tudo, na cor da tintura, no dourado dos acessórios, na estampa das roupas, mas exagero mesmo era o aroma e a quantidade de perfume que tinha utilizado na esperança de algo, confesso que não sei o quê. Só sei que o incomodava muito. Até abreviei o papo, sim tinha uma reunião, mas o perfume deu dor de cabeça, estava quase insuportável. Nem comentei direito com a Denise, fui delicado, mas quando no e-mail que me enviou com os textos já no final da noite disse que ainda se podia sentir o perfume daquela mulher, voltei ao assunto. Onde imaginava ela ir com aquele perfume? O quanto a idade e a perda relativa dos sentidos empurram o ser humano para um exagero aos olhos dos que ainda os controlam quase que integralmente? Será que o companheiro daquela mulher ainda sente aquele perfume? Se sente, tem disposição para se manifestar ou a relação atingiu o estágio de acordo/desleixo onde um convive com o outro, pouco por costume, pouco por falta de desejo. Vou sugerir a Denise que inclua nos seus estudos a razão psicológica (ou será apenas oftalmológica?) desse e outros exageros.

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