Contra todos, inclusive a si!
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Ler Memórias do subsolo deve ser forte para qualquer um, para mim foi bastante interessante. Ainda no meio da primeira parte chamei minha mulher para conversar e pedi sua ajuda. Identifiquei dentro de mim um homem de pensamento e também um homem de ação, os pontos descritos por Dostoiévski me fizeram pensar muito, acho que tenho sim esses dois lados dentro de mim, mas vejo o risco de errar a hora de chamar o lado correto, com a ajuda dela, fica muito mais fácil.
Depois também me identifiquei com o personagem sentindo-se obrigado a ir na festa dos amigos do andar de cima, não pela festa, mas pela possibilidade de contraposição, de diferença de estilo e valores. Já me deparei várias vezes na vida com essas situações, já mudei a forma de reação diante delas, já me debati e vou continuar a faze-lo, acho que isso se passa com todos. Essas reflexões continuam por toda a vida, se cessarem é porque paramos de viver. Dostoiévski é isso. Memórias do subsolo é contrapor o mundo, quem não tem esses momentos, inclusive a si.
