11 de Fevereiro de 2008

Cavalo dado não se olham os dentes?

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Matéria do Caderno 2 de hoje fala sobre a doação do banco Credit Suisse para a Pinacoteca do Estado e MAM comprarem algumas obras de artistas contemporâneos. A iniciativa é bem-vinda num país onde não se tem espaço e tradição para cultura pública. Melhor ainda que foi dado aos curadores a autonomia de compor a obra como melhor lhes parecer a carência de seus acervos. Dois milhões de reais são louváveis! Quisera outros bancos ou empresas fizessem isso com freqüência, por isso a crítica não é para inviabilizar, mas sim para questionar alguns pontos.

Isso só aconteceu porque o head de uma das operações do banco é um dos maiores colecionadores do país? Onde está a imprensa aguerrida que não questionou o valor da doação? Sei que esse foi um ano ruim para os bancos estrangeiros mas ninguém acha que por mais que se tenha que reter talentos, doar R$ 2 milhões para dois museus e pagar US$ 20 milhões de bônus para cada um de seus 3 principais executivos dá uma outra dimensão a ação? E os bancos brasileiros que em breve deverão inundar a mídia com o anúncio de seus lucros do ano. Vai haver disputa?

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