18 de Março de 2008

Poder e virtude

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Os dois articulistas de contra-capas de cultura dos principais jornais de São Paulo abordam variações do mesmo tema. João Pereira Coutinho, Folha, e Arnaldo Jabor, Estado, falam sobre relações entre poderosos e amantes. Cada um dá um enfoque para culturas supostamente muito distintas, embora as reações dos eleitorados pareçam similares. Dois homens ambiciosos fogem do esteriótipo virtuoso do poder, cadê as famílias que o suportam? Um, parece esquecer o trabalho anterior, e vai cometer o crime para o qual aumentou a pena, além da exposição, escolheu apenas 4 diamantes quando poderia ter optado por 7. Segundo Jabor, como bom paranóico, fez tudo para ser descoberto…

Já Sarkozi se casa com um amor recente, alguém aparentemente pouco talhada para o cargo e os preconceitos que cercam uma primeira dama. Parece que nem os franceses estão preparados para uma primeira dama que se declara “monogâmica de vez em quando, embora prefira a poligamia e a poliandria…”. Não expulsaram o presidente, apenas o punem com uma baixa popularidade. Preferiam a hipocrisia de Mitterrand, vivendo uma parte da semana com cada família.

Esse é um desafio ímpar para poderosos, como ser exemplo de virtude e valores, virtude e valores que valham votos no coletivo, mas que também satisfação seus desejos, aumentados pela posição? Parece que se não for para usufruir, de que vale toda a aura que o poder trás? Quem quer ser mártir?

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