Peça para sair, rápido!
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A capa da revista da Folha de hoje traz matéria da Rosset e outras empresas que estão adotando treinamentos baseados no BOPE. O ex-capitão Paulo Storani e o pit bull Luppa estão transformando uma moda do cinema numa outra empresarial. Além de Rosset, Unibanco AIG e outras empresas estão utilizando da linguagem e da filosofia empregada no treinamento da tal tropa de elite para convencer seus funcionários a adotarem as metas da empresa como suas. Funciona? Duvido. Só deve funcionar por um tempo, com a mesma eficácia de qualquer palestrinha motivacional.
Se na sua empresa te chamarem por um número, saia logo. Se no próximo treinamento, “investirem” mais de 3.000 reais por pessoa para que cumpra missões e faça treinamentos que remetam ao BOPE, das duas uma, ou você deve sair, ou não deveria estar lendo este blog. É incrível como no mundo corporativo ainda insistem em imaginar que as pessoas não têm neurônios suficientes para pensar. O teatro corporativo está fugindo dos limites. É claro que muitas vezes atingir metas mais do que desafiadoras, requer algo extra, mas o que fica deste tipo de “investimento”?
Acho que o melhor mesmo é pedir para sair, antes de passar o ridículo, de pagar o mico. Os executivos que estão aderindo a moda, deveriam assistir ao documentário do Marcos Prado, produtor do Tropa de Elite, chama-se Estamira. Lá, a loucura está retratada de uma forma muito diferente dos escritórios. Talvez não consigam cobrir cotas de vendas, mas podem se entender um pouco melhor…
