26 de Março de 2008

A morte, a vida, Amado e Da Matta

quincas.jpg

Roberto Da Matta, no caderno 2, dá prosseguimento aos seus comentários sobre a obra de Jorge Amado e a vida das pessoas. Dessa vez falou especificamente sobre A morte e a morte de Quincas Berro D’Água, livro que li no final de semana e portanto posso opinar. Acabei o livro de Amado e também um do Mario Benedetti que comentarei no próximo post. Gostei do livro de Amado? Sim, gostei. Faz pensar sobre o que é a vida? Sim, faz. As considerações de Da Matta alteram a leitura? Sim, as considerações de Da Matta deixam a história um pouco mais interessante, aprofundam questões que na obra ficam flutuantes. Sem esse tipo de comentário o livro fica mais pobre? Sinceramente acho que sim, e aí arrisco dizer ser uma das razões pelas quais a leitura de Benedetti fala mais direto comigo, não é mais prolixa, mas é mais exata, cortante.

Deixo a sugestão da leitura da história do Berro D’Água, da reflexão sobre o que é a morte e sobre os limites da vida, de que tipo de vida estamos falando. Num tema tão complexo para qualquer humano, a possibilidade de análises tende ao infinito, mas vou deixar a principal, desenhada por Amado e colorida por Da Matta: quando efetivamente morremos, quando vamos fisicamente para um caixão ou um pouco a cada decisão que contrarie um impulso pessoal, uma vontade, um desejo, em detrimento à uma regra, uma expectativa de outros? Como queremos ser vistos e quem queremos que esteja no nosso velório?

Comentar