Só, bem ou mal acompanhado?
![]()
Toda relação precisa ser revista, de tempos em tempos. Talvez no ideal, ela seria todo ano refeita, se as pessoas que dela participam continuam interessados no outro, seguem em frente, se não, hora de saltar ou agir.
Confesso que fico meio cabreiro com os livros do Flávio Gikovate, muitas coisas me parecem interessantes de seu pensar, a forma às vezes me confunde com auto-ajuda, a apresentação do livro empurra, tem um pedido “quero ser popular” que me incomoda. Mas se um livro é também sedução visual, o mais importante é o conteúdo.
No último, Uma história de amor… Com final feliz, Gikovate volta a atacar o amor como um sentimento cruel e criador de dependência. Defende a individualidade, a morte do amor romântico e a criação do +amor. Interessante. Fácil? Acredito que não, mas um desafio grande respeitar as individualidades e criar uma relação verdadeira e madura numa sociedade que, ou está assistindo a implosão das relações, ou se mantém fiel a uma estrutura antiga e teórica. Ou seja, muitos não tentam, os que tentam, sofrem as repressões e as inseguranças da nova trilha. É se conhecer e daí escolher entre o fácil hipócrita e o difícil desconhecido.
