Acupuntura no museu
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A conexão do hotel em NY estava similar a da década passada, por isso, atrasei os posts, mas vou fazer a cobertura dos museus desse tour museológico que fiz nesta semana.
Quando chequei a programação e vi a foto dos carros espetados no Guggenheim decidi não ir. Dois dias depois li um artigo no Caderno 2 que me fez mudar de idéia. Ainda bem que a jornalista foi convincente, a primeira vista o trabalho de Cai Guo-Qiang não entusiasmo, pode parecer um uso visual e apelativo de imagens caricaturizadas. Mas quando mergulha na explicação, as coisas começam a fazer sentido. Cai brinca com as flechas e com uma antiga fábula chinesa sobre estratégias de invasão e roubo dos recursos do adversário… Precisa dizer mais? As flechas se conectam com a acupuntura outra tradição chinesa que invadiu o ocidente.
Mas o que mais gostei do trabalho dele foi a utilização da pólvora, descoberta pelos chineses, Cai a introduz na arte. Além da plasticidade das explosões, os quadros sobre papel resultantes são dos mais estéticos. Valeu ter perdido o preconceito, aliás, quase sempre é assim.
