Bienal 2008 de lá
![]()
![]()
Este é o último post sobre museus, fechei meu ciclo de NY desta vez, um museu por dia foi suficiente. Queria ainda ter ido ao Jewish uma exposição de Pollock, de Kooning e outros, e ao voltar ao Brasil e folhar a revista Wish, ao New Museum no Soho.
Fiquei meio frustrado com a Bienal do 2008 do Whitney, um museu de arte americana. Sexta-feira foi um péssimo dia, choveu forte de manhã até a ida para o aeroporto, estava frio e um museu poderia não só esquentar, mas também inspirar. Não aconteceu, saí com aquela sensação de desafiar os critérios do curador, pouco espaço para pintura, muito para instalações.
Outra coisa inadmissível, na minha opinião, eram as advertências de que os polaroids do fotógrafo Mapplethorpe poderiam ser ofensivos a alguns. Imaginei que seriam dos mais fortes, mas nada além de algumas genitálias, e as expressões homossexuais do universo dele. Esses americanos… Na volta li a crônica do Ruy Castro, Psicanálise de galinheiro, que começa com uma observação de Nelson Rodrigues: se conhecessemos a vida sexual um do outro, ninguém cumprimentaria ninguém. E aí esses americanos fingindo estar preocupados com as polaroids do Mapplethorpe…
