13 de Maio de 2008

O mal, o fantástico, o escuro e o espelho

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Onde está o mal nas imagens acima?

No jovem garoto da esquerda, 16 anos com toda uma vida pela frente em 1951, logo após o final da 2a. Guerra e das atrocidades nazistas ?(aliás, esse garoto nasceu em 1935). No senhor de 1973 que chocou o mundo ao fazer o que fez com a própria filha? Ou no espelho, capaz de refletir o meu, o seu, o rosto de todo mundo? O que fez aquele jovem virar esse senhor?

O que faz o Fantástico apelar tanto tempo entrevistando a mãe da Isabella? O que sente o Zeca Camargo ao ficar narrando as chamadas? Confesso que senti um pouco de nojo desse programa que não costumo assistir. O fiz para desafiar os meus limites, para ver até onde vai a imagem que qualquer espelho pode refletir. Sequer me emocionei, só o meu desprezo para quem optar por ganhar audiência cutucando com vara curta a maldade das pessoas.

Na Ilustrada de hoje o jornalista João Pereira Coutinho constata que nunca os leitores tinham batido tanto como o fizeram quando escreveu sobre Fritzl e aproximou o mal do cotidiano. É importante refletir, lá Coutinho mostra que o mal não está ligado a ignorância, como já se quis acreditar. Argumenta que sequer a Cultura é garantia de ações avançadas. Para ele os seres humanos são capazes de tudo, para o bem e para o mal, tudo com pleno conhecimento das ações, o que de fato deve ser temido, nunca as palavras. A conclusão do artigo, a qual endosso, é que não há sistema ou terapia capaz de erradicar nossa frágil e complexa condição…

Se quiser dar uma olhada no blog do João, clique abaixo:

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