25 de Maio de 2008

Mais duas baixas, um anarquista e um carpinteiro, da ética

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Nesse feriado se foram 2 brasileiros interessantes. O terapeura e escritor Roberto Freire. Lembro pouco do que li dele, foi há mais de 20 anos, algo deve ter sobrado de Sem tesão não há solução e Ame e dê vexame. Contribuiu com programas de TV e até levou seu livro para o cinema.

Já o senador Jefferson Peres ousou desafiar alguns dos piores costumes políticos do país. No mínimo, quando “acuado” por Renan Calheiros, não se intimidou, pediu para ser investigado. Parecia fazer parte daqueles poucos homens que se aproximam do poder sem liberar o sentimento de ambição máxima, sem ter a postura de que o tempo está passando e o patrimônio precisa ser construído ou aumentado. O sobrenome do meio era Carpinteiro, um carpinteiro da ética, algo antigo, customizado e manual, maciço, muito diferentes dos modulares de hoje em dia, daqueles onde a aparência tenta enganar. O duro é ter que ouvir muitos desses enganadores vangloriando a postura ética do que se foi. Se valorizassem mesmo, tentariam fazer igual, no Senado, ou mais amplo, no Congresso e nos poderes legislativos, executivos e até judiciários do país, sem esquecer os comandantes da iniciativa privada, o discurso anda bem descolado da prática, tenta seguir o que imaginam que pega bem, o que um dia ouviram dizer que era o correto, algo que sabem ser certo, mas que insistem em imaginar ingênuo, ou válido apenas para os outros…

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