Páginas x telas: guerra perdida!
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Esse cara aí em cima eu respeito. Respeito e admiro. Dele copiei a mania de não rir para fotos, mesmo que tenha apenas um milésimo de sua exposição, ele justifica e eu concordo, você nunca sabe para onde vai a sua foto (nada que um photoshop não transforme nos dias de hoje). Mas isso é um detalhe diante da profundidade com que encara a vida. Numa entrevista para o Mais! do último domingo, com o título Habemus Obama, Philip Roth fala de sua visão sobre os EUA, o que cada livro seu representou dos últimos governos e discorre sua visão sobre a leitura.
Ele atesta e somos obrigados a concordar que as páginas perderam a guerra para as telas, de cinema, dvd, computador ou outras ainda menores que dominam o tempo e a atenção das pessoas, roubando um convívio maior com a literatura. De sua forma de se expressar, sinaliza que no futuro a leitura será algo restrito como uma seita. Parei, refleti e pela primeira vez na vida comecei a imaginar como defender uma seita. Aceito idéias…
