16 de Junho de 2008

O futuro do livro, o livro tem futuro?

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Tinha comprado há alguns meses esse livro, estava na pilha de leitura e esse final de semana resolvi encará-lo. Como previsto, é uma discussão de malucos, não que os respondentes, pessoas de destaque na área cultural, o sejam, mas tentar discutir o futuro do livro de maneira isolada me parece impossível.

É um livro parcial, para admiradores, para quem quer reforçar que ele continua, para quem ama o papel, os riscos, o peso, o olhar para suas estantes, o cheiro, até mesmo os furos dos cupins. Se você não tem nenhuma ligação com esses atributos, talvez nem precise desse volume, na verdade um catálogo com conteúdo de uma gráfica, e aqui não vai crítica, isso é um elogio. Mas sempre dá para aprender coisas. Fiquei estarrecido com um dos respondentes, são sessenta, é verdade que este teve o mérito de ser verdadeiro. Mas como alguém que já escreveu sete livros, vive contribuindo na imprensa, declara que há anos não lê um livro inteiro, com a enorme quantidade de coisas boas sendo lançadas, no mínimo preocupante. Os órgãos de imprensa e editoras do país deveriam ter um delator de mentiras, se você não lê, não deve escrever, poupemos os leitores menos pretensiosos e marketeiros. Atenção editores de livros, jornais e revistas, quem não lê e mesmo assim desenvolve trabalhos interessantes deve no máximo dar entrevistas, se escrever, crédito aos ghosts.

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