26 de Junho de 2008

Primeiro amor, dá para tentar esquecer!

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Essa é uma dica que fica em suspenso, foi o último dia. Mas talvez volte em outra temporada, se sim, vale a pena. No mínimo resta o nome do ator Marat Descartes. Fui pelo texto ser do Becket e o ator ter ganho o Prêmio Shell (Primeiro Amor). Não conhecia o Teatro Coletivo Fábrica, um espaço não tradicional na tradicional Rua da Consolação, em frente ao cemitério.

O texto é denso, e a montagem mais do que espartana, foi a condição para o texto ser liberado, era um romance e não uma peça, dá um pouco de sono. Existem algumas falas fortes, mergulha na condição e no despreparo humano para se relacionar. De repente a narrativa do parto. Uma das cenas mais fortes que vi um autor representar. Um berro ao mesmo tempo incomodante e merecedor de toda admiração. Gritos que expulsavam a busca humana pela entrega a algo que se acredita. E que encontraram, um momento de respeito supremo ao trabalho de alguém.

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