2 de Julho de 2008
5o. livro da Virgília começa a chegar às livrarias!

Se você tem ou trabalha numa empresa que precisa crescer é bom dar uma olhadinha no novo livro da Virgília.
Fábrica de Idéias, banco de oportunidades, Como desenvolver negócios por meio da captação, seleção e gerenciamento de oportunidades, foi escrito pelo Wanderlei Passarella, ex-presidente da Petroflex e hoje presidente da GPC Química, e conta com a participação de outros colegas da equipe da Petroflex para mostrar ao leitor como planejar e buscar um crescimento sustentado.
Em épocas de dúvida se a economia continua aquecida ou entra em ressaca, é bom cuidar das suas metas. Um bom aliado.
Assunto: Lançamentos

É de extrema ironia um livro escrito por alguém que presidiu uma empresa absolutamente sem criatividade que passou toda sua existência dependendo do preço de um único insumo, a borracha, sem nunca conseguir um aumento relevante de maegens ou mesmo rescer consistentemente em um mercado enorme como este. As margens baixas e a competição internacional acabaram com a Petroflex que no final do ano passado acabou sendo vendida para a concorrente LANXESS por R$ 520 MM. Sendo que seu faturamento na época, era de mais de 1,7 bi. Braskem e Unipar venderam. Nem preciso falar sobre a GPC Quimica, pertencente ao Grupo Peixoto de Castro, um grupo extremamente mal gerido cuja unica fonte de renda é a SYNTEKO, empresa que fabrica o produto de mesmo nome.
Espero que o livro demonstre que o trabalho não faz a pessoa, mas o contrário.
Esclarecimentos do autor:
Em primeiro lugar, gostaria de esclarecer que a Petroflex foi uma empresa que agregou um enorme valor para seus acionistas nos últimos anos. Foi vendida exatamente porque atingiu um ótimo valor de mercado e não era mais “core business” para seus controladores, focados na formação de grandes conglomerados de resinas termoplásticas.
O valor de R$ 520 mil foi só a parcela relativa aos controladores, levando o valor total da empresa para US$ 350 milhões, mais de 10 vezes o valor de mercado em 2001 (por volta de US$ 30 milhões).
A diversificação de produtos e mercados feita pela Petroflex foi enorme nesse período, entrando em produtos especiais como polibutadieno líquido hidroxilado para selantes (produto vendido na quase totalidade para o mercado externo, aumentando significativamente a margem e faturamento da Cia.)além de ouitors como elastômeros para goma de mascar, que tornou a Petroflex a segunda maior fornecedora mundial desse produto em apenas 3 anos. A Petroflex estava longe de ser mono-produtora, pois contava com mais de 70 diferentes tipos de elastômeros em seu portfolio quando foi vendida.
O faturamento líquido da empresa saiu de US$ 280 milhões em 2001, para algo em torno de US$ 700 milhões em 2007, graças ao aumento de volumes e à venda de produtos com maior valor agregado (estes representavam menos de 10% do faturamento em 2001 e evoluiram para 34% em 2007, segundo informações no site da empresa).
Tudo isso num setor da capital intensivo, instalações com pouca flexibilidade e mercados mundiais muito competitivos. Desenvolver estratégias e oportunidades num setor desse tipo requer mais do que criatividade.
Quanto à GPC Química, a empresa foi formada há apenas 6 meses, resultante da fusão das empresas Prosint e Synteko. Nosso desafio é exatamente criar valor para seus “stakeholders”, através de inovações em mercados extremante complicados e competitivos como metanol e resinas uréia-formol. A visão de que essas empresas tenham sido bem ou mau geridas no passado, não tem a menor relevância para o que o livro tenta comunicar.
Parabenizo o comentário feito pelo Fernando Luiz acima. Totalmente pertinente. A grande virada da ex-Petroflex, anteriormente à sua venda para a Lanxess, para quem conviveu de perto com os seus problemas e desafios ao longo de muitos anos, se deu em especial pelo fruto dos estudos, esforços e competência, dentre outros, dos diretores Paulo Alvarenga e Luiz Lopes. Estes sim, em especial o primeiro, construíram modelos ímpares de equipes de alta performance, chamadas de Estações de Trabalho, com excelentes resultados, depois de estudos e visitas feitas em plantas de elastômeros no mundo inteiro. O Sr. Wanderlei Passarella além de figurar na diretoria da mesma por muito pouco tempo, teve uma curta passagem pela presidência, somente no momento da transição da sua venda, quando os controladores não tinham mais nenhum outro executivo para colocar no cargo