9 de Julho de 2008

A dignidade de envelhecer

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Ler o último livro de Philip Roth, Fantasma sai de cena, é tomar contato com o envelhecimento e com as limitações que a idade impõe ao ser humano. Os mais superficiais podem se dispor da literatura de Roth, podem não encarar as transformações corporais e a mudança no desejo. O escritor de Roth sofre de impotência e incontinência, o que o obriga a usar fraldas aos 71 anos. Parece que não há viagra para ele, já vivendo isolado no campo há 11 anos.

Um encontro com uma jovem escritora desperta a vontade de se relacionar de novo com uma mulher e até o faz imaginar a vida numa cidade outra vez. Lá encontra um mito da juventude, abalada por um tumor, alguém que desejou há décadas mas que foi fisgada por seu ídolo, um escritor importante que foi completamente esquecido. Um outro jovem quer contar a biografia desse escritor e revelar um daqueles pontos negros de uma existência, capaz de escandalizar a moral de uma sociedade.

Roth coloca estética, moral e memória numa história madura e cheia de frases todas capazes de inspirar e mostrar o que é a vida de verdade, verdade sim, mas vista por lentes privilegiadas, prontas para serem utilizadas por você.

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