25 de Julho de 2008

Será que só Jacques Vérger é um advogado do terror?

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O documentário sobre o advogado Jacques Vérger é ao mesmo tempo incômodo, instigante e um pouco chato. Recomendo que se veja sem maiores cansaços. Não era o meu estado, dei umas pescadas que atrapalharam um pouco. São tantos conflitos e histórias em que se meteu que exige uma cultura grande sobre os conflitos humanos.

Ainda acho que na maior parte do filme a idéia é colocá-lo como herói, apesar dos críticos dizerem que o diretor foi imparcial, deixando essa decisão ao espectador. Ético? Não sei, poderia ter mostrado outras cenas, acredito que a idéia era incomodar o espectador, mas ao mostrá-lo ferido, ou hoje em dia fumando seu charuto, corre-se o risco da imparcialidade ser infringida. No final, um dos pontos altos do filme, quase um acesso hollywoodiano, ao ser perguntado se defenderia Hitler, Vérges responde que defenderia até Bush, desde que se admitisse culpado.

Não deixa de ser um ótimo exercício se confrontar mais de 2 horas com um homem desses. Está longe de ser o único… O filme está em poucas salas.

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