Duchamp e os livros
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Marcel Duchamp foi um artista que se relacionou intimamente com a palavra. Dava importância ao nome de suas obras e teve uma atitude capaz de revolucionar a arte do século XX. Ousou, questionou sempre o que é uma obra de arte, o que é uma cópia?
Saí da exposição convencido que ele é o fundador do mercado de luxo ao fazer suas caixas em duas versões: normal e luxo. Outro ponto interessante é a ligação dele com os livros. Fez alguns projetos e capas, mas já se existiu um tempo onde as livrarias faziam suas vitrines com artistas do calibre de um Duchamp, é claro que hoje um Duchamp é alguém bem mais importante do que aquele já não tão jovem artista em 1945. Mas a livraria Brentano em Nova York não resistiu a pressão da Womans League e mandou retirar a vitrine que Duchamp preparara para homenagear o livro Arcane 17 de André Breton, aí apareceu a Gotham Book Mart que aceitou a ousadia do artista e exibiu o complemento aos livros: um manequim parcialmente despido com uma torneira fixada à perna. Quem anda fazendo as vitrines das livrarias brasileiras? Acho que está mais para os atendentes fãs de auto-ajuda do que pessoas com mais senso estético…
