19 de Agosto de 2008

Bienal do Livro. Lugar para que?

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Acabo de voltar de minha segunda ida a Bienal. Desta vez a pedidos do meu filho de 11 anos. Tinha ido no primeiro dia, hoje cheguei às 20 hs e saí às 21:50, 10 minutos antes do horário oficial, mas já com vários estandes “lacrados”.

Vale a pena ir até lá? Estou me questionando. Da primeira vez parei o carro longe, hoje bem mais perto, 20 reais de estacionamento, não pago para entrar, e lá muitos estandes que não demonstram nem um pouco gostar de livros. Exemplos? No estande de um sebo perguntei por livros do Philip Roth, o atendente percebeu que era literatura estrangeira, desconfiava que não tinha mas me pediu para checar na letra F. No de uma grande editora, perguntei qual daqueles era o último livro do Dalton Trevisan e duas atendentes não sabiam, pior, sequer sabiam consultar a página de créditos e concluir que o de 2008 era o mais novo. Poderia citar vários outros exemplos. Ok, as pessoas são temporárias, mas não demonstram interesse em se envolver com os livros ali expostos.

E o pior, se estiver bem humorado pode até ser engraçado, é que se você for condescendente e cruzar o olhar com os vendedores de revista ou de barça, vai ter que ouvir um malho. Até admito que é admirável nos dias de hoje se tentar vender a enciclopédia Barsa por alguns milhares de reais, o esforçado vendedor tentou umas cinco abordagens, dei corda. Daí me lembrei que gosto mesmo é de livros, numa boa livraria estaria melhor atendido, pelo menos lá ninguém tenta me empurrar a Barsa, mas infelizmente também as pessoas sabem pouco, já reclamei aqui. Para que serve a Bienal então? Talvez formação cultural, não é pouco…

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