Contos do crime
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Li o último livro do Dalton Trevisan, O maníaco do olho verde. Vale lembrar que Trevisan é conhecido pela precisão, pelo uso enxuto das palavras. Para quem escreve, mesmo que as burocráticas mensagens de trabalho, não é difícil perceber como dá muito mais trabalho ser objetivo, escrever pouco. Trevisan faz isso sem limitar o horizonte do texto.
Não sou especialista em sua obra. Alguns críticos afirmaram que essa não agrega nada novo, mas como ouvi do escritor Marcelino Freire, vou abordar isto depois, um autor muitas vezes quer tirar tudo de seus cacoetes, escaramuçar seu estilo. Vários contos deste livro abordam a realidade de criminosos, a motivação ou a “precisão” para fazer o que fazem. Quando se dá conta, já acabou a leitura e garanto que olhou com uma certa simpatia a necessidade de quem pode ser, tomará que não, seu adversário…
