28 de Agosto de 2008

Filme para quem quer escrever ou sair da zona de conforto

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Mesmo gripado fui assistir a Nome próprio ontem à noite. Tão sonolento estava que o som irritante do início não me venceu, dormi por alguns poucos minutos e acordei melhor. Parecia um pesadelo, parecia que era onírica a visão de uma jovem mergulhando fundo a procura dela mesma, mais nos outros do que dentro de si. O filme é pesado, de imediato gostei apenas da fórmula encontrada para mostrar as palavras dos posts. As letras invadindo as paredes é muito poético, nem sempre fácil de ler, mas nunca tinha visto antes.

É claro que dá para perceber a força da Leandra Leal, papel difícil, segurou muito bem. Sai decidido que não tinha gostado. Mas Nome próprio tem um mérito, cutuca você lá dentro, lá no fundo. Comecei uma séria e interessante discussão estética e de sentido com minha mulher. O papo flui bastante, o incômodo de ver alguém se procurando nos fez mergulhar, do nosso jeito, nas próprias questões. Não é também para isso que os filmes servem? Só vá se estiver conformado que terá que buscar um pouco de vida própria dentro de seu corpo num mundo tão pasteurizado…

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