A megera e dois países que não se falam
![]()
Acabei de assistir A megera domada. Fui para levar meu filho de 11 anos e também para relembrar meus tempos de fã cativo do Ornitorrinco, não perdia uma e sabia que a reação agora (êta maturidade) seria diferente. Mas contrário algumas coisas mais simples que hoje já não me atraem, apesar de rir pouco, fica clara a sensação de teatro. Os figurinos e recursos são interessantes. Senti aquele orgulho de estar cumprindo meu papel de pai, tirei meu filho da Fox Kids e o coloquei diante de Shakespeare e Ornitorrinco. Vai até domingo se não tiver nenhuma extensão.
Os preços são populares e há claramente uma campanha de acesso a um novo público. O triste é ver como os dois brasis não se falam. Discurso é uma coisa, prática outra. Na teoria todo mundo quer que a cultura se difunda, que todos tenham acesso, mas garanto que uma classe média “você sabe com quem está falando” prefere que isso aconteça em seções distintas dá que estão. Foi essa a sensação. O teatro Sérgio Cardoso precisa facilitar a visualização dos lugares, mas quem está mais acostumado a laterais pares e ímpares, a indicação nas costas da poltrona, e outros rituais, bem que podia ajudar aqueles que lá pisam pela primeira vez. Não foi isso que vi.
