Além de cor, por que não um pouco de ironia na vida?
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Depois da Estação Pinacoteca aproveitei e estendi minha visita ao Museu da Língua Portuguesa, ali ao lado, sim, numa região capaz de assustar alguns, mas se eu fui de muletas, você consegue ir apenas com seus medos.
A exposição em cartaz é Machado de Assis, mas este capítulo não é sério. Sempre acho as exposições deste museu um tanto tímidas, acho daquelas instituições que se beneficiam da necessidade e importância do tema. É claro que todos devem encontrar sua melhor relação com a Língua Portuguesa, é a única forma de encontrar a melhor relação com você mesmo.
Voltemos a Machado de Assis, antes de tudo uma confissão, não aguento mais as referências ao Bruxo do Cosme Velho, parece recurso para mostrar proximidade… Eu sou fã confesso, para quem não sabe, a editora Virgília e este blog, tem este nome baseado na personagem de Memórias póstumas de Brás Cubas. Assim, é lógico que vale a visita, nem que seja para ao estilo machadiano verificar o atestado de óbito dele. Além de estar claramente colocado cor branca, a profissão está funcionário público. É uma discussão pouco produtiva, se descobrirem posso tomar muita porrada, mas talvez estivesse na hora de algumas correções históricas. O país perderia um funcionário público, falta não faria, e ganharia um escritor, ganharia também um pardo, fundador da Academia Brasileira de Letras, correndo o risco de envergonhar um pouco de sua elite, mas talvez uma correção justa, nem reconhecida pelo próprio Machado de Assis. Não se tem preconceito neste país?
