16 de Setembro de 2008

Nem todo livro é grande, mas o escritor sim!

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Em algum momento, toda família passa por acontecimentos extraordinários: crimes horríveis, enchentes e terremotos, acidentes incríveis, lances de sorte miraculosos, e não existe no mundo nenhuma família sem segredos e sem esqueletos no armário, baús fechados cheios de coisas escondidas que nos deixariam de queixo caído se fossem abertos.

Essa é uma frase dita por um ex-namorado da filha do personagem principal do último livro de Paul Auster. Para mim, já vale o livro. Gostei muito mais da parte que discorre sobre o relacionamento do avô com a neta deprimida do que dos momentos em que o crítico August Brill cria as histórias que o fazem encarar o tempo e a solidão. Essas histórias são tentativas de colocar a questão Bush e seus afluentes, num contexto de ficção.

Paul Auster é um grande escritor, este não é um grande livro dele, mas algumas vezes é melhor ler um livro médio de um grande escritor, do que um grande livro de um escritor médio.

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