Arquivo: Outubro de 2008



Faltou texto no Ménage!

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Gosto bastante desse programa do Sesc de incentivos de produções despojadas e jovens. Ménage é dirigido pela Marina Person e tem sua irmã Domingas no palco juntamente com o ator Ivo Müller interpretando três pequenos textos. Gostei das atuações, do cenário. Gostei menos dos figurinos e dos textos, esse, o ponto fraco da peça para mim. Abordam questões interessantes de casal mas recorrem a alguns chavões e ficam na superficialidade. Até o dia 5, apenas às terças e quartas-feiras.No final, um comportamento que venho combatendo. Aplausos imediatos de pé. Para mim um exagero cada vez mais freqüente nas platéias brasileiras.

A história do Brasil é assunto para a vida toda

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História do Brasil - uma interpretação, escrito pelos historiadores Carlos Guilherme Mota e Adriana Lopes é daqueles livros para integrar qualquer biblioteca de onde se pretenda entender alguma coisa sobre este país. Foi minha mais recente aquisição. Não consigo lê-lo agora, mesmo porque, é um trabalho de fôlego, 1056 páginas, que promete dar voz a outras interpretações menos tradicionais do que nos trouxe até aqui. Não pretendeu ser mais um a dizer o mesmo. Passa a fazer parte da minha bibliografia para entendimentos de questões do país, fonte de consulta.

Quem ama, tem peso na consciência…

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O italiano Claudio Magris também ficou na fila para o prêmio Nobel de literatura. Ainda não li nada do Le Clézio para avaliar se injustamente. Não tinha lido nada do Magris, livros pequenos servem como excelente empurrão à leitura. Esse, O senhor vai entender, não chega à 60 páginas. Mas vale a leitura. As orelhas criam uma expectativa mais forte que a realidade, mas um editor não pode ficar culpando o outro por tentar vender o seu peixe…

É uma carta onde Magris acerta as contas com o seu passado. Por indicação da orelha, corri atrás do mito de Orfeu e Eurídice. Orfeu, perdeu sua bela amada e inconformado, lutou por ela, até no reino dos mortos. Seus dons musicais e sua força conseguiram mudar o destino da vida, mas para isso, ele não deveria olhar para trás até que estivesse de novo sob o sol. Muito próximo ele deu aquela olhadinha para se certificar que sua silenciosa amada ali o estava, o talvez, apenas pela curiosidade mortífera que nos acompanha. Ao cair nessa tentação, perdeu a amada para sempre.

Magris também não resistiu, mas se no mito, era apenas a beleza de Eurídice que era reforçada, na vida de Magris, a escritora Marisa Madieri parece ter desempenhado um papel bem mais importante do que a simples graça. Além do perdão, atuou direta e profundamente na obra do marido. Magris chega a admitir, no mundo da ficção, que sem ela, ele não seria quem é. Amor, justiça, peso na consciência? Leia e tire suas conclusões…

Teatro, mas pode chamar de novela

reserva.jpg Fui assistir a peça A reserva, com Irene Ravache e mais dois atores, desculpem-me a omissão dos dois outros nomes. Meu interesse era no texto da Marta Góes. Saí de lá com a enorme sensação de que era para ser apenas divertimento, um pouco do questionamento de seguir fazendo o que você acredita x fazer algo que dê dinheiro é abordada de forma quase clichê. Esperava bastante mais, é para ser leve, para atrair o riso família, nada mais. Se você quer apenas se divertir, considere, se quer uma reflexão mais artística ou cultural, procure outra opção, mais próxima da praça Roosevelt…

Nada contra, apenas uma questão de perfil!

Clássico, Charles, maior palerma da história da literatura

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Li Madame Bovary, foco de estudo no meu curso sobre contos. Gustave Flaubert conseguiu com esse romance mudar o curso da literatura mundial, definiu a ruptura com o romantismo e trocou heróis por normais. Virou fonte de inspiração para muitos autores. O romance narra a história da sonhadora e caipira Emma Bovary que não conseguiu aceitar a mediocridade de sua vidinha e partiu para as aventuras, utilizando o consumo e o sonho para tentar driblar o que a vida não lhe dava, prenúncio da sociedade de consumo que a modernidade iniciou.

Já ouvi muitos elogios, que as palavras, todas, foram milimetricamente medidas. Os relatos comprovam todo o esforço de Flaubert. A repercussão gerou um processo contra atentado a moral, absolvido, Flaubert não viveu para ver o quanto sua história deixou de chocar, prenunciava as dificuldades de relacionamento vivenciadas pelos casais e as ambições de ascensão que viraram regra na vida contemporânea.

O personagem que mais gostei foi o farmacêutico. Para um homem, aceitar o comportamento passivo de Charles Bovary é tão inadmissível quanto ver o Senador Suplicy fazendo campanha para a ex…

Música e bela utilização da cortina - Ballet de l’Opéra de Lyon

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Voltei agora da apresentação da companhia do L’Opéra de Lyon lá no Teatro Alfa. Gostei bastante. Se não tem momentos extasiantes, tem uma sensibilidade muito grande, um jogo de som com sombra e gestos.

São 3 coreografias, na primeira prevalece um vermelho e um excelente jogo com a cortina, parte ativa da coreografia. No final duas tochas fazem lembrar ou penetram inconscientemente nas pessoas com as significâncias do elemento fogo. A segunda, mais curta, são apenas duas bailarinas em cena, e na terceira o ponto forte é a música, os tapetes no fundo. Um equilíbrio interessante que permite associações aos rituais religiosos. Um programa bastante recomendável, os dois coreógrafos são bastante importantes no cenário atual.

Gênio popular, atrasado e mudo, mas Cartola homenageado

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Fiquei 10 dias fora, a volta é traumática, leio 4 jornais diariamente e ainda o Globo nos finais de semana, a pilha é grande, não consigo jogar fora sem uma olhadinha básica. Na edição do dia 11 estava nos principais jornais a homenagem ao Cartola, 100 anos do nascimento deste “pedreiro” da música brasileira. Só ter lembrado do Cartola, já valeu o esforço.

Tentei colocar aqui a música, mas não consegui, prometo melhorar, mas fica então a letra do As rosas não falam, poesia da mais romântica categoria, olha que eu não sou romântico, mas Cartola é de uma sensibilidade ímpar. Se você conhece e gosta da música como eu, ao ler, vai estar ouvindo, se não conhece, dá uma busca na internet agora e ouça, pode sair do meu blog, o Cartola merece…

As rosas não falam 

Bate outra vez
Com esperanças o meu coração
Pois já vai terminando o verão enfim

Volto ao jardim
Com a certeza que devo chorar
Pois bem sei que não queres voltar para mim

Queixo-me às rosas, mas que bobagem
As rosas não falam
Simplesmente as rosas exalam
O perfume que roubam de ti

Devias vir
Para ver os meus olhos tristonhos
E, quem sabe, sonhavas meus sonhos
por fim

Opera em alemão

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No sábado, último dia em Frankfurt, assisti a ópera Fidélio, a única obra do gênero criada por Beethoven. Não havia nenhum material em inglês, eu não conhecia a história, nunca tinha assistido a esta ópera. Restou apreciar o som, a montagem e depois na internet correr atrás das informações. Lembrei dos meus 18 anos quando entrei num cinema errado, passava uma ópera em alemão, daquela vez com legenda, mesmo assim sai. Mas esse não foi meu pior momento. Em 1994 estava em Paris durante o período da copa do mundo, queria assistir uma ópera, a francesa mal humorada me vendeu os ingressos sem explicar que no Opera tinha uma temporada de ballet. Logo no início, resolvi sair e assistir a um jogo da copa. Menos de 10 anos depois, lá estava eu assinando a temporada de dança do Teatro Alfa, sempre comentada aqui.

Lição? Às vezes a gente demora um pouco para se educar culturalmente. Daqui a pouco vou estar craque em óperas em alemão…

Outro ponto dos mais interessantes, especialmente para os esotéricos (acho que não deve ter nenhum circulando neste endereço), estou lendo Madame Bovary, a ser comentado, tinha parado exatamente no capítulo XIV da segunda parte, quando iriam para Rouen assistir a um tenor ilustre. Volto da ópera onde questionei minha ignorância na outra montagem em cartaz, são em dias alternados, Lucia de Lammermoor dizia o cartazete, estranhei o nome, conhecia, de ouvido, pelo menos o autor, Donizetti, e ao retomar a leitura me surpreendo que Charles e Emma Bovary foram exatamente assitir a uma montagem da Lucia de Lammermoor… Só me resta concluir que o mundo é bem pequeno, ainda mais quando existe em panelas. Eu, me esforço para pertencer à panela cultural, me esforço bastante, para que seja, pelo menos, um grande caldeirão…

Arte (arte?) de Murakami no MMK em Frankfurt

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O Museum für Moderne Knust (MMK), arte moderna, está com uma exposição do japonês Takashi Murakami até janeiro. Logo que você entra a primeira coisa que vê são dois desenhos animados com os dois personagens preferidos desse irreverente “artista”, o Kaikai e o Kiki, não sei o sexo dos dois. Isso já dá o tom dos questionamentos. Conhecia pouco do trabalho, falou-se muito dele quando a Louis Vuitton fez a bolsa e outras ações, aliás, a Loius Vuitton deve ter pago muito para ele e também para o museu, várias bolsas estão lá, mostrando que as fronteiras entre a arte e o consumo estão mais frágeis do que nunca.

Quero não ser preconceituoso, mas correndo o risco de tomar porrada, para mim o Murakami é um meio do caminho entre o Romero Britto e a Beatriz Milhazes. Cor é sempre lúdica, sempre leva para algo mais infantil. Se o Murakami for sério, está tirando sarro de todo mundo, fazendo um pouco do que o Damian Hirst faz, se é que tira sarro… Algumas esculturas parecem parque de diversão brega ou o filme da Fantástica Fábrica de Chocolates, os Lumpa-Lumpa orientais. Alguns quadros são interessantes, bonitos plasticamente, mas tudo dá a sensação de que pode ter sido feito pelos assistentes, não tem trabalho “braçal”, talvez seja a minha concepção de arte que está ultrapassada.

No final tem uma lojinha, lá achei que teria bonequinhos do Kaikai e do Kiki a preços acessíveis, iria comprá-los,  mas não tinha, esqueci que esses bonequinhos agora são toy art e levam preço de arte… Não participei da brincadeira e não saí com um button de 3 euros.

O mundo do livro está menor? Feira de Frankfurt

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Estive 4 anos ausente dos outubros na monótona Frankfurt, a maior feira de livros do mundo. Retornei este ano, muito mais como uma indicação interna de que os livros voltaram a ser o meu mundo, do que para ir de uma reunião à outra, temeroso de estar deixando passar um grande best-seller pela sua mão.

A feira me pareceu menor, alguns pavilhões nem foram abertos, pelo que li aqui, não é algo em detrimento do ano passado, deve vir sofrendo aos poucos. Anda-se muito, vê-se todo o tipo de livro, fica-se muito cansado, os hotéis são um roubo, as pessoas não muitos hospitaleiras, mas gostei de ter voltado. O país homenageado este ano foi a Turquia que mostrou uma tradição muito grande na encadernação e na criação de papéis manuais.

Estou pondo pressão no tico, no teco e na turma toda, como diz o slogan da Virgília, para aproveitar ao máximo e de uma nova forma, tudo o que vi aqui. Amanhã e domingo é aberto ao público, quem estiver passando por Frankfurt, vale a visita…

Espelho XLIV

Ser humano é entender que quando não se diz o desejável, corre-se o risco de ser póstumo. É também aceitar que a mediocridade é mais competente, rápida e forte.

Para quem é fã de Nietzsche

arquivos-do-nietzsche.jpg Não me sinto à vontade ir contra regras com vigias ao lado, mas não pude resistir a proibição de tirar fotos na casa onde Nietzsche viveu seus últimos anos, na verdade, foram 10 anos, todos já em estado de descontrole mental. Lá ele morreu, foi cuidado pela irmã, figura simpática ao nazismo e que interferiu mais do que devia na obra, mas já está tudo resgatado, nem nazista, nem nihilista, sim um tremendo e ousado pensador, polêmico, até cruel. Pelo que pude perceber lá em Weimar, a irmã foi importante para se manter disponível seu trabalho, tinha interesse, mas parece que a verdade, conceito tão discutido por ele, “prevaleceu”. Tenho 3 fotos lá, as outras duas, apareço também, essa foi a única que tirei, está um pouco tremida porque tentei ser rápido… A biblioteca e os arquivos estão em outros locais da cidade, mas mesmo assim vale a visita. Em poucos lugares tive a sensação de compartilhar com o antigo habitante tantos conceitos e gratidões… Se nasceu póstumo, agora é sempre tempo de aprender um pouco sobre sua visão da espécie.

Inclua Weimar no seu roteiro na Europa!

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Weimar é uma pequena e histórica cidade quase no meio da Alemanha. Durante a divisão das Alemanhas, ficou oriental, o que talvez explique ainda a dificuldade em se trocar dinheiro, sim, fazer câmbio, ou em se aceitar cartão de crédito nos lugares, por isso, vá preparado, mas vale a pena.

Já falei aqui da biblioteca da duquesa Ana Amália, mas Weimar foi declarada em 1999 Capital Cultural da Europa. São 14 construções tombadas como patrimônio histórico da Unesco, a cidade respira Goethe e Schiller, na imagem acima. A escola de Bauhaus se iniciou na cidade, fiquei frustrado com o museu de Bauhaus, primeiro, fica num prédio neo-clássico, a imagem clássica do prédio da Bauhaus é a de para onde a escola se mudou, Dessau, segundo, é bem menor do que poderia imaginar, mas ficou a contribuição dos principais professores que acabaram se mudando para os Estados Unidos, e toda a conceituação de junção da arquitetura, arte, design e outras formas de expressão.

Também cai no conto do museu de arte contemporânea, supostamente um dos primeiros da Alemanha. Lá não tinha uma peça sequer desse período, tinham sido retiradas para uma exposição de um artista alemão do século XVII. Ah, também não acredite que todo alemão fala inglês, no interior isso está longe de ser verdade.

Mas nenhuma dessas inconveniências foi suficiente para tirar o prazer de estar num lugar desses. Além da reflexão da importância do lugar e da companhia de onde você vive, Weimar é cultura por todos os lados, não consegui pegar nada da temporada de ópera ou de música clássica, vou ter que voltar…

Outra biblioteca das mais interessantes…

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Quem gosta de livros não pode deixar de visitar a cidade de Weimar, sede da República de Weimar que existiu no início do século XX na Alemanha. A cidade onde viveram Goethe e Schiller, além de outros músicos e intelectuais importantes, é onde morreu o filósofo Friedrich Nietzsche. Vou falar mais dele num próximo post, agora vou falar da biblioteca.

 A duquesa Ana Amália deixou uma biblioteca onde Goethe trabalhou por muitos anos. O prédio original foi destruído por um incêndio 2004, reconstruído e reaberto em 2007, é muito interessante. Só entram 70 pessoas por dia, com hora marcada, vale a pena. O incêndio destrui aproximadamente 50.000 livros, os responsáveis estimam que consigam recuperar ou recomprar livros similares, pelo menos 2/3 do que foi danificado. Lá está a maior coleção de Faustos de Goethe, 12.000 edições. Os livros ainda podem ser consultados. Há o salão rococó onde um relógio feito sob encomenda para o duque, filho da duquesa além de mostrar várias figuras amigas, marca também a idade do padrinho…

A biblioteca de expandiu num belíssimo prédio contemporâneo, onde se pode entrar e estudar a vontade. Apenas a reconstrução do que foi queimado custará 62 milhões de euros e se estenderá até 2015. Ah, como faltam bibliotecas no Brasil. As que foram construídas, vide a de Brasília, permanecem vazias…

Lugar para passar o dia…

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O novo prédio da biblioteca de Amsterdã é muito bonito, já falei dele aqui. Mas o melhor fica dentro. Além dos centenas, talvez milhares de computadores disponíveis para acesso, há uma enorme sessão de revistas do mundo todo. Além dos livros, tem também muitos CDs e DVDs, que podem ser vistos e ouvidos.

Não se pede nada para entrar, os livros ficam a sua disposição, ao alcance das mãos, tudo muito civilizado, muito prático. Há máquinas para cópias, selfserve, e imagino que sem a preocupação com a violação dos direitos autorais. Se alguém estiver em Amsterdã procurando um lugar inspirador para trabalhar, eis uma excelente sugestão.

Arte x decoração

rembrandt.jpg Esse é o maior quadro que Rembrandt pintou em sua vida, chama-se agora Ronda noturna, mas na verdade, ele era maior, foi cortado por alguma autoridade para que coubesse entre duas portas da prefeitura de Amsterdã, onde estava no século XVII. Na verdade isso só foi descoberto porque o capitão pintado no quadro deu vazão a sua vaidade e encomendou uma cópia do quadro. A cópia foi muito bem executada e está também no Rijksmuseum, um caso raro de cópia muito próxima do original.

Nela se percebe a lateral do quadro com dois personagens que não se encontram mais na obra de Rembrandt. Não se tem notícia se o pintor ficou sabendo disso. Mas é uma evidência do quanto a história é algo difícil de ser preservada e fácil de ser manipulada… E também já se vê a ação dos decoradores desde há muitos séculos…

Densidade que não se fecha

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Acabei a leitura do novo livro do argentino Alan Pauls, A história do pranto. Não tinha lido O passado, que inspirou o filme de Hector Babenco que também não assisti. Ouvi mais pessoas criticando do que gostando. A edição é maravilhosa, o texto me deu a sensação de ir abrindo, abrindo, e pouco dizendo. Alguns momentos muito interessantes na vida desse garoto filho de pais separados fantasiado de Batman. O personagem é daqueles que acreditam na importância da dor na vida das pessoas.

Não gostei da maneira como o conteúdo político foi inserido, me pareceu que apenas por vontade do autor, não do personagem. Também é uma leitura onde é fácil se perder. Perseverei, valeu a pena.

Museus da Holanda

vermeer.jpg Os museus de Amsterdã estão em reforma, tentando ganhar o peso que nunca tiveram. Há uma associação que leva o nome do pintor Rembrandt que comemora 125 anos e tenta recolocar a Holanda no mapa das artes, tiveram consciência do pouco que tinham, da limitação dos recursos e iniciaram um trabalho de conscientização. Hoje o principal museu, o Rijksmuseum, está em reforma, apenas uma ala aberta, foi em busca dos quadros do Vermeer, dos 4 da coleção, 2 estavam emprestados, 1 para o Van Gogh, que também visitei. A imagem ao lado é do quadro chamado uma Carta de amor.

Já Rembrandt é melhor representado, os outros confesso que não me interesso tanto. Vale a visita? Vale, o museu do Van Gogh tem bastante coisa dele, inclusive uma das únicas 4 fotos que foram tiradas dele. Até o final de 2009 inaugura o novo espaço do Stedelijk, também na mesma praça, e aí a arte contemporânea ganha a representatividade que merece na cidade