Opera em alemão
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No sábado, último dia em Frankfurt, assisti a ópera Fidélio, a única obra do gênero criada por Beethoven. Não havia nenhum material em inglês, eu não conhecia a história, nunca tinha assistido a esta ópera. Restou apreciar o som, a montagem e depois na internet correr atrás das informações. Lembrei dos meus 18 anos quando entrei num cinema errado, passava uma ópera em alemão, daquela vez com legenda, mesmo assim sai. Mas esse não foi meu pior momento. Em 1994 estava em Paris durante o período da copa do mundo, queria assistir uma ópera, a francesa mal humorada me vendeu os ingressos sem explicar que no Opera tinha uma temporada de ballet. Logo no início, resolvi sair e assistir a um jogo da copa. Menos de 10 anos depois, lá estava eu assinando a temporada de dança do Teatro Alfa, sempre comentada aqui.
Lição? Às vezes a gente demora um pouco para se educar culturalmente. Daqui a pouco vou estar craque em óperas em alemão…
Outro ponto dos mais interessantes, especialmente para os esotéricos (acho que não deve ter nenhum circulando neste endereço), estou lendo Madame Bovary, a ser comentado, tinha parado exatamente no capítulo XIV da segunda parte, quando iriam para Rouen assistir a um tenor ilustre. Volto da ópera onde questionei minha ignorância na outra montagem em cartaz, são em dias alternados, Lucia de Lammermoor dizia o cartazete, estranhei o nome, conhecia, de ouvido, pelo menos o autor, Donizetti, e ao retomar a leitura me surpreendo que Charles e Emma Bovary foram exatamente assitir a uma montagem da Lucia de Lammermoor… Só me resta concluir que o mundo é bem pequeno, ainda mais quando existe em panelas. Eu, me esforço para pertencer à panela cultural, me esforço bastante, para que seja, pelo menos, um grande caldeirão…
