28a. Bienal de São Paulo - se não foi, não vá!
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Se a Bienal do Livro precisa se reinventar, não sei o que dizer da Bienal de Arte. Fui ao Ibirapuera no sábado e várias vezes me perguntei se a sensação de raiva que sentia podia ter algum lado positivo, conclui que não. Preferi mil vezes a exposição da Oca dos 60 anos do MAM. Aliás, ao admirar algumas obras do acervo do MAM percebe-se que várias são prêmios de aquisição de bienais anteriores. Se depender da 28a. o futuro do MAM não existirá.
Sempre desconfiei que os artistas plásticos queriam mesmo é virar escritores, as artes plásticas se renderam a literatura. Nós vencemos. Pendurem seus livros nas paredes de suas casas. Pelo menos essa foi a leitura que tive da Bienal. Não sou profundo conhecedor de arte, mas quase nada na Bienal prescindi da palavra, aquela velha regrinha de que obra fala outra linguagem não vale, lá tudo parece que foi feito para ser lido. Meus filhos adoraram as máquinas de escrever, mas é pouco para um evento que já foi importante. É triste ver o Ibirapuera tão vazio, achei que era só o segundo andar, mas é quase tudo, me desculpem os artistas presentes, é quase tudo, tudo mesmo. Foram fazer graça e confundiram obra de arte com obra, de construção, pelo menos essa é a sensação que os cenários com materiais de obras dão… Os escorregadores também servem para sair mais rápido de lá…

