15 de Novembro de 2008

Quem sabe o que quer? Woody Allen e as mulheres

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Falar de Woody Allen para mim é arriscar-se a misturar razão e emoção. Já disse aqui que ele e Bergman são meus dois cineastas favoritos (juro que não é por inspiração de Allen que, segundo dizem, queria ser Bergman, mas, segundo eu, tem muito humor para isso…). Acabo de assistir Vicky, Cristina, Barcelona. Além de boas gargalhadas (humor inteligente, se você for assistir não se sinta obrigado a rir), dá-se para discutir bastante a vida e os sentimentos.

Um protesto, quase não há fotos de divulgação de Rebecca Hall, a Vicky (a foto acima não está relacionada ao filme), atriz que mexeu com meus instintos masculinos bem mais do que Scarlett Johansson e até mesmo Penélope Cruz.

O filme narra a história de duas amigas americanas de férias em Barcelona. Uma saber o que quer, outra, apenas o que não quer. Uma pragmática, outra romântica, as duas se envolvem com um pintor quase canastrão, ainda muito ligado a ex-explosiva mulher. A partir daí Allen constrói uma teia de relacionamentos humanos para provar que o difícil mesmo é a gente saber o que quer o tempo todo. Seguindo a linha do post sobre Madame Bovary e a traição virtual, só não vale mesmo é ficar como a July (tia da Vicky), tentando resolver a vida dos outros já que a sua, bem a sua, está amarrada demais para tentar, amarrada em conforto e segurança.

A crítica diz que é uma volta de Allen a bons tempos. Mas não se pode considerar Woody Allen sem pensar no conjunto da obra. Um filme por ano, todos, no mínimo, com textos inteligentes e fora do mainstream do cinema americano (tanto é que nos últimos 3 ou 4 filmes foi para a Europa). Não perca Vicky, Cristina, Barcelona e veja com que personagem seus instintos mais combinam…

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