A dignidade no grande tema
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Fiquei dois dias sem uma conexão estável para blogar. Ia fazer um comentário sobre o artigo de terça do João Pereira Coutinho na Ilustrada, vou manter a idéia, a seriedade do assunto merece, aliás, nada atormenta mais o ser humano.
A revista científica Lancet trouxe um estudo que diz que após 73 anos (para os homens) e 74 (para as mulheres) chega-se ao final de uma vida digna. É claro que a revista reconhece os avanços da medicina nas pequenas batalhas, mesmo em batalhas importantes como maleitas, diabetes, hipertensão e as várias cirurgias em áreas do corpo que ameaçam entrar em greve, mas ela aponta para a conclusão que medicina vence batalhas mas não vence a guerra. O autor interpreta a ânsia humana de prolongamento como doloroso e inútil.
Talvez seja útil assistir novamente ao Sétimo selo de Ingmar Bergman, lá um cavaleiro não aceita a morte sem entender o sentido da vida e mesmo tendo vencido-a numa partida de xadrez, segue por ela sendo perseguido. Assim como eu, assim como você. Eu já desisti de buscar o sentido, talvez o João Pereira Coutinho ainda mude de opinião sobre o tema, tem apenas 32 anos…
