100 anos de Lévi-Strauss
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Ontem Claude Lévi-Strauss fez 100 anos. Muito material foi produzido nos cadernos de cultura do final de semana anterior, vale resgatar. Um dos principais intelectuais vivos, o antropólogo francês veio viver no Brasil antes de fazer 30 trinta anos. Dos que com ele viveram parece que houve uma cobrança de envolvimento maior, quem veio depois (ele veio participar da formação da FFLCH da USP), participou mais. Ele preferiu os índios.
Já na década de 90 lançou os livros Saudades do Brasil e Saudades de São Paulo, meio que para compensar uma visão do Tristes trópicos e de uma relação não tão próxima. Parece também que o Brasil lhe negou asilo na década de 40 e ele acabou nos Estados Unidos. De lá, aprofundou contato com os ameríndios. Não li nada dele, falo sobre o que li nos jornais.
Acho que merece o maior respeito por ter levantado há bastante tempo o perigo de um aspecto cruel da globalização, a pasteurização, a perda das identidades e riquezas culturais. Esse é um dos riscos mais sérios que corremos, está mais fácil sair desta imensa crise econômico-financeira do que sedimentar espaço para as particularidades de cada cultura.
