16 de Dezembro de 2008

Iniciação ao ballet, à cultura…

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Acabo de voltar do Teatro Alfa, eu, minha mulher e minha filha de 4 anos. Uma companhia estrangeira não veio para a temporada, ou foi cancelado pela subida do dólar e os 2 ingressos da temporada se transformaram em 4. Decidimos levar os filhos. Meu filho de 11 anos imediatamente arranjou outra coisa para fazer, entendi, ainda se fosse algo que remetesse a cowboy, futebol, ou qualquer outro ícone masculino, vá lá, mas ballet, deixamos não ir.

Já minha filha curtiu bastante, acho que é algo que os pais deveriam fazer, uma forçada de barra, mas daquelas que podem ter efeitos positivos a longo prazo. O espetáculo dura pouco menos de 2 horas, é claro que no final já não conseguia se concentrar, deu umas cochiladas e saiu brava, reclamando da “perfeição” dos movimentos e da conseqüente reação entusiasta da platéia, com gritinhos e aplausos, talvez ela leve jeito para crítica.

Mas traçando um paralelo com a coluna de hoje do João Pereira Coutinho que fala sobre o último livro de Doris Lessing, a versão de como poderia ter sido a vida dos pais delas se a guerra não existisse, Coutinho lembra que pais infelizes não criam filhos sorridentes… Ou seja, acho que levar crianças a um espetáculo desses pode ser uma abertura de universo, num mundo cada vez mais massificado. Talvez daqui alguns anos ela consiga ter consciência que a música era do Tchaikovsky, do Quebra-Nozes e não de uma das “princesas da Disney”. Já vai ter valido, além de poder dar uns sorrisos.

Para os adultos, não é sempre que se é possível estar ao lado de alguém que ainda acha que os papéis picados que surgiram do teto, são passarinhos. Aprendi bastante…

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