



Muito tempo se gasta bisbilhotando a vida dos outros, pouco discutindo e entendendo coisas sérias e ficar diante do computador é um risco grave de comprar gato por lebre. Explico
O gordo que quer passar por magro, todo mundo já sabe, Ronaldo. Para escrever este post visitei o site do fenômeno, propositalmente não atualizado, fala mais das glórias, legítimas, de um passado não tão distante, só discordo de tentar esconder a gordura, mas discordo mais ainda de ficarmos nessa discussão inútil. Estou achando ótimo e muito pouco provável que ele renda no Corinthians o que já rendeu, bem feito, quem mandou optar pelo marketing, vou de Washington.
O magro quer passar por gordo. Steve Jobs tenta convencer a todos de que seu problema é simples, os remédios resolverão em breve, mas de concreto, muito pouco sobre profissionalização da “firma”, de liberá-la da sua dependência, até dado como morto já foi. São dois casos de vidas particulares discutidas à publico, típicos de uma vida pós-moderna.
O apelão é o jornalista João Pereira Coutinho. O português é sempre radical em sua coluna, comento algumas aqui, mas dessa vez juntou-se ao Dershowitz de ontem e pisou na bola. Montou um paralelo forçado e acabou sua coluna de hoje na Folha de forma estúpida, com os leitores, e principalmente com a questão Hamas x Israel. Não, não é a mesma coisa que a suposta disputa entre Brasil e Uruguai que criou. Ainda bem, que parafraseando Coutinho, a ignorância tem cura, mais não digo, acabo de beber do mesmo veneno…
A revista Piauí entrou aí do lado como um alerta. Confesso que de vez em quando utilizo da rapidez da internet para saber de alguns assuntos. É muito mais fácil ir ao Google ou a Wikipédia do que ler vários jornais e livros, mas cuidado, a Piauí de janeiro traz uma matéria bem bacana com o Mateus Miranda, um garoto de 14 anos, aluno da 9a. série, que prefere brincar de Wikipédia do que outros jogos eletrônicos, já criou 395 verbetes da versão em português. Nada contra o Mateus, talvez até venha a ser uma fera no futuro. Mas vale ficar atento aos riscos de reproduzir informação criada nos cybercafés de Itaboraí, por mais bem intencionado que o garoto seja, ele pode estar errando na tradução ou escolhendo a Wikipédia errada para se basear…
Acredito que juntei entre assuntos, privados, públicos, superficiais e densos o tanto quanto ainda é, e vai ser, complexo, cada um levar uma vida que saiba se equilibrar entre o pessoal e o coletivo.