Titãs - a vida até parece uma festa - e eu me diverti
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Assisti ontem Titãs - a vida até parece uma festa, documentário do titã Branco Mello e de Oscar Rodrigues Alves baseado em filmagens de qualidade amadora e ambição profissional que o músico fez nos mais de 20 anos de história do grupo.
O humor é mais forte do que o som, minha mulher gostou mas sentiu falta de um pouco mais de roteiro, eu curti. Apesar de ter assistido alguns shows na década de 80 e ter cantado bastante Sonífera ilha, eu vim a gostar mais do grupo e de seus dois dissidentes, Arnaldo Antunes e Nando Reis, há pouco anos. Assistir o filme foi acompanhar melhor a trajetória, foi ver os micos que o sucesso exige. Concordo com minha mulher que se mais momentos de brigas tivessem sido apresentados o filme ganharia em consistência. Afinal, não é fácil estar todo mundo aí depois de tantas aventuras e loucuras. Mesmo com os dois que saíram o tratamento foi equânime. Se eles não se dão bem, não parece, saí de lá achando que de um modo ou outro, encontraram uma forma de convivência com seus egos e dos parceiros nas altas e nas baixas, na consciência e na viagem, não parece nada fácil.
Se você tem 35 e 50 vai se divertir em lembrar do Chacrinha, Bolinha, Barros de Alencar. Se você ia ao Lira Paulistana e ao Sesc Pompéia, vai associar com outras imagens da sua juventude.
