Literatura para quem não aguenta tanto BBB
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Já declarei que sou fã do Philip Roth, isso pode até imparcializar minha análise, mas acabei agora a leitura do seu último livro lançado no Brasil, Entre nós, Companhia das Letras. Não é o livro do ano do Roth, é um livro de 2001 onde juntou ensaios e entrevistas sobre literatura. Para quem quer escrever, leitura obrigatória, para quem gosta de ler, uma indicação interessante.
As entrevistas com Primo Levi, Ivan Klíma, Edna O’Brien e o retrato de Malamud foram os meus capítulos preferidos. É impressionante observar duas pessoas interessantes, inteligentes e sensíveis conversando, dá raiva lembrar o que se passa na realidade diária da televisão e das ruas, SOCORRO!!!!
Dá uma inveja da República Theca, é impressionante, um país com pouco mais de 12 milhões de pessoas e os bons livros de literatura atingem tiragem de centenas de milhares. Isso ainda depois de toda a tentativa de recriar a história do país dos tempos de ditadura pós-invasão soviética. Não lembro quem falou, mas foi dito que só se consegue escrever verdadeiramente na língua que se falou na infância, estou condenado ao português, nem sei se de antes ou depois dessa e de outras reformas, mas concordo que as minhas lembranças mais profundas no idioma que já foi de Camões, Pessoa, Assis e tantos outros, daqui e de lá, judiado nos tempos atuais.
