De onde devemos buscar nossas referências?
O mercado, famosa entidade máxima da sociedade capitalista é soberano, democrático, exibe e reserva lugar ao sol para todos. Numa sociedade de tradição oral, como lembrou Antonio Carlos de Almeida no suplemento Eu&final de semana do último Valor de sexta, para lembrar porque o brasileiro e o seu representante mor, lêem tão pouco, o pouco que se le é muitas vezes de se perguntar, é melhor não ler nada ou ler isso?
Quem precisar aprender algo com a tal da baleia do Sea World (O que a baleia Shamu me ensinou sobre a vida, amor e casamento) não está olhando em volta, é triste imaginar que existe mercado para esse tipo de livro. Ainda não me conformo com os livros de histórias de cães e gatos, por mais que esses dominem espaços no passado reservados a exemplares humanos. A tentativa de facilitar as coisas é sempre perigosa, sempre corre-se o risco de passar do ponto. Preconceituosamente, porque sequer peguei o livro, apenas o vi na vitrine da livraria do aeroporto ontem, convoco todos a repensarem se precisam mesmo de tudo tão mastigado. Editores, livreiros, leitores, qual é o mínimo que nos garanta uma evolução de uma geração para a outra?
Falando em vida inteligente recomendo fortemente a leitura do artigo do Renato Janine Ribeiro no mesmo suplemento, reproduzo aqui o último parágrafo, mas vale a leitura integral, introduzi um link no parágrafo. Abaixo a burrice, olha a profundidade das questões que o Janine coloca, pobre Shamu…
