Narciso, Vik Muniz e um estilo próprio
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Se você é do Rio de Janeiro ou está de passagem vale a pena visitar o MAM e a exposição do Vik Muniz. É um trabalho sem grandes inovações estéticas mas com um jogo de percepção dos mais interessantes. Narciso? Qual? Lá descobri que Vik chegou a esse estilo meio por acaso. Diz a lenda que ele perdeu o primeiro livro de fotografia que comprou ao imigrar para os Estados Unidos. Era um livro sobre fotos clássicas da revista Life. Depois de um tempo Vik tentou reproduzir de cabeça as fotos do livro, em desenhos para apresentar não lembro onde.
Não gostou de seus desenhos e resolveu então fotografá-los com um foco não exato para encontrar nas deformações a perfeição que não tinha conseguido nos traços. Nascia ali um estilo que o tornou conhecido no mundo todo. Agora passa de material em material relendo obras clássicas ou fazendo jogos de interpretação. Aliás, como diz Vik, ou sei lá eu se alguém também já disse, a cópia de uma cópia é um original, ou então, o que é mais duradouro, a imagem ou sua reprodução?
Vik precisa da cumplicidade de quem olha para completar os seus quadros. Na verdade, todo artista precisa, esse acho que é seu ponto mais fraco, entrega tudo de bandeja. Mesmo assim, vale ver.
