Se eu fosse você 3, para muitos a vida é apenas um sonho
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É fácil encontrar os dualismos na vida, em vários segmentos. No cinema um deles é entre a comédia e o drama. Ainda não assisti a Se eu fosse você 2 do diretor Daniel Filho, não iria assistir, mas os milhões de espectadores me farão ir, para entender melhor um pouco da minha brasilidade, depois comentarei.
Mas assisti Foi apenas um sonho. Ao invés de Tony Ramos, Leonardo de Capprio, Kate Winslet e não Glória Pires, as risadas não invadiram o meu rosto, se não cheguei às lágrimas, pude olhar com o maior interesse o que Sam Mendes enxergou do livro Revolutionary road de Richard Yates, livro que já tinha comprado e comecei a ler imediatamente após o filme.
Em São Paulo ficou apenas em 1 sala, na Reserva Cultural, lamentável, estreou no final de janeiro, ou seja, não deu muito mais de um mês. Minha especulação, devido a qualidade do filme é que os paulistanos e brasileiros em geral preferem se divertir por duas horas do que olhar para o que talvez vivam, ou fujam na sua vida fora das salas. O filme é um belo exemplo de como os sonhos podem ser sobrepassados pela realidade, como sonhar é muito mais fácil do que fazer e como os sonhadores e, principalmente os vizinhos e amigos, reagem diante dos que iniciam um processo de ruptura com a mediocridade gulosa.
As cenas do trem e do escritório deveriam ser vistas por todos os que trabalham em empresas. Se diante delas essas pessoas não pararem e mergulharem numa reflexão profunda, são caso perdido, restará curtir a situação confortável mas estéril que facilmente toma conta das vidas dos que sonham e não agem. Quando acabar o livro, comento aqui.
