Arquivo: Abril de 2009



Plano B - Plan B - In the bubble by John Thackara 5

capaplanob4x6.jpgEsse é o quinto post sobre o livro Plano B preparado pelo autor. No final dele estão os links para os detalhes do livro no site, ou então para os sites de venda das livrarias. Aproveite tudo o que o John tem a dizer, qualquer dúvida, cheque no site dele: www.thackara.com:

EXTRACT - CONVIVIALITY

Whole nations now worry about their social lives. There’s a growing awareness that social ties are fundamental to wealth creation, economic growth, and competitiveness. The worry is that although some people may be getting richer in money terms, economic progress damages the ties that hold society together. Social capital is harder to measure than industrial or natural assets; it also seems to be delicate and hard to exploit, like a rain forest most of the secrets of which remain undiscovered. But social capital interests governments because they see it as a possible solution to the care crisis. Turnover in the “third sector” or “support economy” is huge—65 percent of GDP by some estimates. Expenditures on health care, disability allowances, retirement and pensions, survivors’ pensions, family and child benefits, unemployment, and other forms of social support play a major role in the budget of modern states—and the amounts keep rising: health care spending is growing faster than GDP in most rich countries.

The financial situation is less extreme in so-called less-developed countries. The poorest nations spend two hundred times less per person on health ($11) than do high-income ones, which average $1,907. But rich countries risk impoverishing themselves by spending endlessly on health. Health care spending in the United States had reached 15.3 percent of GDP by 2003, an amount equivalent to nearly five thousand dollars for every single U.S. citizen. It all adds up to a two-trillion-dollar service industry dominated by a complex ecology of powerful interest groups: insurance companies, pharmaceutical companies, doctors, for-profit hospitals, and high-tech medical suppliers. Less powerful, but increasingly well-informed and organized, are the patients and their caregivers it’s all supposed to be for.

continue…

Informações sobre o livro:

Comprar Plano B na Livraria Cultura

Comprar Plano B na Livraria Saraiva

Buy In the Bubble at Amazon

Espelho LVIII

Ser humano é aceitar indevidamente a cisão entre a essência e a sobrevivência, deixando que a vida vá se afastando de seu núcleo, transformando-se em algo paralelo, supostamente próximo e retornável, mas definitivamente inatingível…

Para quem leva livro a sério!

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Cheguei ao livro do editor André Schiffrin por trabalho profissional, para uma consultoria que estou fazendo para a implantação de uma editora. Mas logo de cara percebi que era uma leitura mais do que indicada para o que penso e quero fazer nesse mercado.

O negócio dos livros traz não apenas a história desse francês que ajudou a construir uma parte séria do mercado americano de livros, mas também o que aconteceu e está acontecendo com o mercado cultural, isso, não é apenas a literatura que está sofrendo, não é só aqui no Brasil, sim, é um fenômeno mundial, por maior e mais desenvolvido que o mercado americano, o cerne do emburrecimento geral que estamos vivendo vem da pressão de público, da necessidade de atingir margens de lucratividade que dominou o mercado americano, uma sociedade sempre menos rica e diversa culturalmente que a européia. Esses dois fatores aliados, temos em Hollywood uma fonte de filmes bobos e em Nova York a fonte dos milhões de páginas de auto-ajuda que iludem pessoas mundo afora.

Se você gosta de livros e está preocupado com o estreitamento cultural que nos cerca, uma leitura que mostra os bastidores. A triste constatação é que a New Press, editora de Schiffrin criada após sair de um grande conglomerado, não conseguiu vislumbrar andar pelas próprias pernas sem o suporte de fundações.

Você deveria estar lendo este blog?

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Já devo ter dito por aqui o quanto aprecio a seriedade e clareza de raciocínio do Eugênio Bucci, um dia ainda sonho que vá escrever sobre os bastidores do governo Lula, talvez ainda lhe falte um desprendimento ideológico com a idealização do passado, talvez nunca se livre disso, e eu entenderei, mas governo Lula à parte, suas colunas na página 2 do Estadão são sempre interessantes.

A de hoje fala sobre o livro de Andrew Keen, recentemente lançado no Brasil pela Zahar, O culto do amador. Não li o livro, acho que não vou ler, mas concordo com a tese. Bucci poderia apenas ter escrito o primeiro parágrafo do texto e já teria dito quase tudo, utilizou-se de Adoniran Barbosa e Carlinhos Vergueiro e seu Torresmo à milaneza: “Vamos almoçar/Sentados na calçada/Conversar sobre isso e aquilo/Coisas que nóis não entende nada”. Isso é maioria na internet. Um monte de gente que não entende nada sobre um assunto falando e sendo”ouvido”. Incluo na lista este blog, por mais sério e cuidadoso que tento ser.

É inegável que há uma banalização nesses tempos e ela pode nos ser cruel, um caminho sem volta. Não estou defendendo o fim ou retorno ludita, mas sofro para provar para o meu filho que a Wikipédia e o Google, por mais fortes e poderosos que sejam, não são as melhores fontes para seus trabalhos, são uma opção que, se bem utilizada, pode ser muito interessante, complementar, indicativa de caminho.  O problema, é que as pessoas não tem paciência, não estão procurando caminhos, estão procurando atalhos, é por isso que não vão chegar, mas também não vão saber. Perigo à vista.

Elio Gaspari, Kindle, livros e Delfim Netto

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Em sua coluna ontem na Folha de S. Paulo o jornalista Elio Gaspari fala sobre o Kindle, os hábitos de leitura e sobre os efeitos do iPod e os possíveis similares na leitura, vale observar, os assinantes da Folha ou do uol podem clicar nas imagens acima e ler o texto.

Há uma interessante comparação entre o custo de se ler o The lost city of Z, da lista dos mais vendidos do New York Times. 16,50 dólares pelo livro e mais 10 de frete standard para poder lê-lo daqui a um mês. 16,50 dólares pelo livro mais 37 de frete se quiser começar a lê-lo daqui seis dias úteis pelo frete expresso, ou então, 10 dólares pelo Kindle, se você é brasileiro vai depender de um amigo com endereço nos Estados Unidos, Gaspari até dá o blog do Antonio Carlos Silveira onde se lê as dicas para utilizá-lo daqui (sim, o Kindle é oficialmente para residentes nos Estados Unidos).

Mas o final do artigo é bem gaspariano, utiliza a grande figura do ex-deputado e ex-ministro Delfim Netto, aí o grande é apenas constatativo, dono da maior biblioteca privada do Brasil (270 mil títulos) e cliente preferencial da Amazon e da Strand em Nova York como o fiel da balança, quando ele aderir ao Kindle, aí sim, o mundo terá mudado…

Workaholics x worklovers - debate na Ideal TV

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Se você quiser assistir a um debate que participei no programa do Carlos Mello, não é parente, Pergunte ao headhunter, na Ideal Tv, clique na imagem acima.

O tema era workaholic x worklover. Coloquei algumas das minhas posições, por mais que leia e escute por aí, acho o tal “equilíbrio de vida” um dos maiores desafios a serem perseguidos, muito fácil de falar, muito difícil de obter. O que é um worklover? Alguém minimamente comprometido com o que faz, alguém que valoriza e desempenha as funções, várias delas são muito monótonas, nem que seja apenas para ele mesmo, faz sentido o que faz, mesmo que não consiga vender, mas é claro que vendendo fica melhor ainda. E workaholic? Há o workaholic temporário, aquele que está perdendo a equação do equilíbrio, mas há também o workaholic que está se escondendo, escondendo da vida, esse é o mais perigoso, o que deve ser evitado, eliminado. Cuidado, ele pode existir dentro de você…

Deus, cozinha, voluntariado e auto-estima - lançamento dia 14/4

 Esse blog é ateu, não conhece o Augusto Cury mas tem muito contra os seus livros, acha-os apelativos e de uma auto-ajuda pobre, portanto acredita que a igreja e os responsáveis deveriam escolher uma frase de outra pessoa, mas mesmo assim apóia a divulgação do lançamento deste livro.

Sou amigo de um dos idealizadores, sim, tenho um amigo frei, há mais de 30 anos, não sou sectário, convivemos bem e sei que é da parte boa da igreja, mas essas são minhas opiniões, o que vale é o trabalho, vamos a ele.

Vários chefes ou donos de restaurantes importantes de São Paulo, Ana Luiza Trajano, Benê, Carlos Ribeiro, Dijanira Trindade, Ida Maria Frank, Lucia Veloso, Paulo Pereira e Rodrigo Oliveira utilizaram do seu tempo para investir na formação de poucos moradores de rua, sim, nem todos os desabrigados daquela comunidade toparam participar, mas o projeto chegou ao fim e deve ter uma história bem contada. Fica o convite.

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Novo livro da Virgília trará trabalho de Paulo Whitacker na capa

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O novo livro da Virgília que sai neste mês, do advogado Renato Ochman, Vivendo a negociação, traz na capa um trabalho do artista plástico paulistano Paulo Whitacker.

Whitacker que já participou inclusive de Bienal de São Paulo, acaba de abrir uma exposição na galeria Nara Roesler, também em São Paulo. Tem um trabalho intrigante de busca de formas e convida o espectador a desconstruir sua obra, entendendo as decisões que tomou com o stencil e as cores. Vale a pena conferir, a galeria fica na av. Europa, 655.  Se não quiser sair do computador, clique no link abaixo, inclusive recomendo que assista o breve vídeo com o Paulo, depois, é claro, recomendarei que compre o livro…

trabalhos do Paulo Whitacker na Nara Roesler.

Erotismo e escatologia para adultos, e de alto nível…

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Li o último livro de Vargas Llosa, Elogio da madrasta, pelo menos o último lançado aqui pela Alfaguara que está fazendo esse “serviço” ao leitor brasileiro, reeditando a obra deste que é um dos principais escritores vivos. Quando leio um livro dele, fico feliz por ter perdido a eleição para Fujimori, por duas razões, não moro no Peru e portanto não fui afetados pelos desastres do Fujimori, mas na verdade, por a política não ter roubado esse talento das artes. Imagine se por uma dessas maluquices do destino, o preço de ser presidente para Mario Vargas Llosa fosse escrever depois disso como um também presidente de um país sul-americano, não haveriam marimbondos suficientes… A única coisa positiva e perigosa para todos os países do mundo seria se ele resolvesse colocar o seu talento para descrever os antros e bastidores do poder, seria uma revolução mundial…

Mas se você já sente-se maduro para encarar algumas diversões que devem acontecer entre portas fechadas, eis uma boa leitura. É impressionante como pode-se falar de coisas “sujas” de maneira tão classuda. Poderiam ter alguns momentos mais eróticos, dona Lucrécia talvez não merecesse aquele final, sem nenhuma despedida, mas a vida é assim, um homem, independente do tamanho, também é capaz de armar armadilhas para uma mulher, e sempre o fará tirando proveito da situação, como o tal Fonchito.

O único ponto fraco da edição é a reprodução de dois quadros, a história é entrecortada por conexões dos quadros da casa com a história dos personagens. O quadro de Bacon já está ruim, mas o do peruano, Fernando Szyszlo, fundamental para supostamente o leitor também enxergar dona Lucrécia lá, é indistinguível, uma foto de baixa qualidade. Gostei bastante da história de Caudaules, fala muito de desejos masculinos. Para os que gostarem de Dom Rigoberto e seus rituais, o novo livro, esse originalmente é de 1988, chega no segundo semestre.

Milton Hatoum em degustação

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Já deixei aqui marcada a minha admiração pelo trabalho do Milton Hatoum, até motivo de inspiração para o meu capítulo no livro Acontece nas melhores famílias. É claro que então li seu primeiro livro de contos.

 Achei dois ou três contos primorosos, os outros são bons, mas confesso, pode ser um simples preconceito meu, que Manaus faz bem para o texto dele, eis um desafio que terá que vencer.

O Varandas da Eva me emocionou bastante, só quem já teve um amigo filho-da-puta pode entender a elegância com a qual ele abordou o assunto. Já em Bárbara no inverno acredito que estar maníaco pela mandioca é um excesso, um contraste ao elogio anterior.

Gosto em Hatoum da capacidade de falar fundo, sem precisar gritar, de falar sério sem ser pedante, de falar de sentimento sem apelar. Isso também está nos contos, mas ainda prefiro seus livros mais longos, não que você não deva ler. Boa leitura.