Programa para dar inveja: A janela às 14 hs
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Tive uma tarde das mais interessantes, e baratas. Fui assistir ao filme argentino A janela, de Carlos Sorín. Não precisava, mas me dei a desculpa de utilizar o filme num artigo que estou escrevendo para uma revista, sobre empresas familiares. Fui ao Espaço Unibanco e como sou cliente Itaú, fiquei surpreso quando o caixa me disse o preço: R$ 2,50, isso mesmo, há tempos não gastava apenas isso, o conteúdo do filme me agradou muito.
Fui interessado em analisar a relação pai-filho. Ganhei uma “porrada” sobre o fim da vida. Mas a porrada é boa, forte, verdadeira. Mostra os limites a que eu, você, e qualquer pessoa que não seja surpreendido por um acidente, iremos enfrentar. Mas o último dia de Antonio serve para mostrar muito das relações, que talvez a idade dos personagens façam crer que é o padrão passado, mas ouso dizer que é padrão humano, um pai e um filho que se distanciaram. Não se tem muitos elementos, mas marca o preparo e os detalhes para a tal recepção, é claro que a maioria das coisas são em vão, nem sempre se tem tempo para o planejado, eis o crucial na vida, não se pode contar com esse tempo. Para a champagne ser aberta com pompa e circunstância na hora desejada, muitos detalhes precisam ser cuidados.
Vale a pena assistir, quase liguei para o meu pai, ainda não o fiz, talvez me aproxime do filme… Não tenho idéia de qual será o meu último sonho, não lembro dos primeiros, mas, pelo visto, vou lembrar!
