23 de Maio de 2009

Invenção e memória - Lygia Fagundes Telles

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Acabei a leitura do relançamento da Lygia Fagundes Telles. Os comentários à edição já havia feito. Gostei do livro, mas por ele não me encantei, a discussão sobre a memória é interessante, cai como uma luva para quem cruza a barreira dos 40, acredito que mais jovens não consigam entender a densidade e profundeza da mesma, invenção e memória são duas coisas facilmente distinguíveis, já quem dobrou os 40 já começa a ter outra visão do mundo, tudo fica menos definido, a possibilidade é sempre mais concreta.

É fácil no livro perceber a maturidade e domínio de Lygia, é interessante saber algumas coisas da história cultural do Brasil, mas até mesmo pelo número de grifos, fica demonstrado que a autora não me laçou pelo estômago, foi um ato intelectual até o final. Vou insistir na obra.

Deste, meus preferidos foram Heffman, Rua Sabará, 400 e A chave na porta. Do depoimento de Ana Maria Machado não encontrei na leitura o que ela apontou. Preferi então os depoimentos de Saramago e da própria autora. Vargas Llosa também trabalha muito nessa questão da memória, da invenção, da ficção, da verdade, assunto para gente séria e grande, e isso Lygia é.

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