TV, Maisa, Silvio Santos, Miguel Falabella e a nossa imbecialização
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O caderno Mais de hoje traz alguns artigos interessantes sobre o Brasil, a cultura e o nível das coisas por aqui. Se na revista há todo o rico trabalho do Satyros, companhia de teatro que ajudou no renascimento da Praça Roosevelt em São Paulo, no Mais a questão é sobre o abuso das crianças, seja a utilização da Maisa no programa de auditório do dono do SBT, seja da escolha errada de livros para a terceira série pela Secretaria da Educação (quadrinhos com conteúdo adulto), seja da opinião do Ronaldo Fenômeno, preferindo que seu filho seja mesmo criado na Europa, onde supostamente falará menos palavrão e será menos malandro, isso sim é que é cuspir no prato que comeu…
Ao tratar da televisão o psicanalista Renato Mezan fala sobre Maisa e todas as “sacanagens” que o apresentador faz com a criança, pensando única e exclusivamente em audiência, e também coloca uma declaração de Miguel Falabella afirmando que a televisão trata o espectador como alguém com idade mental média de 9 anos. Fiquei muito surpreso ao ler essa declaração.
Minhas diferenças com o Silvio Santos vêem de anos, há décadas que não entendo como ele consegue fazer a contabilidade pessoal fechar, se de um lado são creditados muitos milhões, não é possível que não se importe em condenar suas colegas de auditório e os espectadores de seu canal a pior das imbecilidades, a incapacidade de pensar, de reagir. Sempre imagino ele, um gênio do mal, chegando em casa e rindo muito de quem com ele divide o palco ou aplaude as besteiras que são mostradas, tudo isso, pelo conforto de dirigir seus carrões ou viver nos condomínios imitando o mundo ideal na Flórida. Ainda sonho com um dia em que a consciência vai lhe impor algumas compensações…
Agora fui surpreendido pelo Falabella, dá uma declaração da qual concordo, mostra consciência da questão, mas por que faz então? A resposta de que é para financiar as atividades em outros meios já não vale mais. Acorda Falabella, já acumulou o suficiente para não ter mais que jogar esse jogo, eleve a idade média dos seus espectadores, o país, mesmo sem saber, não suporta mais tamanha idiotice. O riso fácil dos dominados é a contra-partida do riso fácil dos dominadores, saia dessa equação!

Faço minhas as suas palavras!
Philippe
Acho que daqui a pouco teremos que agir mais, ficar só defendendo nossa minoria é perigosa, sobramos poucos…