2 de Junho de 2009

Para os alunos, diretoria, comunidade FAAP e entorno

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Este assunto parece quente. Provoca várias reações e acho que é sério e importante. Reproduzo abaixo a carta que a autora, Wanderleia Farias, incluiu como comentário no post de ontem, acho que vale a leitura por todos os interessados. Está mais do que na hora da Instituição se manifestar, e a Instituição é o todo, alunos, professores, diretoria, comunidade externa que dela participa e interage.

Como disse, esse blog está aberto para carregar os fatos e as opiniões, o objetivo dele é falar de livros e de cultura, dois assuntos envolvidos nessa questão e que se beneficiarão com a apuração justa e correta deles:

CARTA ABERTA À IMPRENSA E À SOCIEDADEHá cerca de dois anos iniciei, despretensiosamente, uma séria pesquisa jornalística que me levou a tomar conhecimento de uma quantidade enorme de irregularidades praticadas pela direção da FAAP - Fundação Armando Álvares Penteado, com a complacência da Curadoria das Fundações, órgão integrante do Ministério Público de São Paulo. Por iniciativa pessoal, decidi trazer o assunto a público através do livro intitulado FAAP - Honestidade por Aproximação, lançado no dia 11 de maio último, na Livraria da Vila, retratando a verdadeira história da fundação criada em 1947 por disposição de última vontade do Conde Armando Álvares Penteado.As informações contidas na obra foram obtidas junto a órgãos oficiais da Justiça, museus, bibliotecas públicas, arquivos de jornais e revistas e diversos sites da Internet, além de várias entrevistas, das quais destaco aquelas conduzidas junto a um ex-interventor da FAAP, um ex-vice Presidente do Tribunal de Justiça de São Paulo e um representante da Associação Viva Pacaembu.

continua …

9 comentários em “Para os alunos, diretoria, comunidade FAAP e entorno”

  1. Betty Bulhões

    É a truculência da direção da FAAP, já aplicada dentro da instituição, se estendendo para fora de seus limites, demonstrando a filosofia que a orienta: que somente a intimidação cala os opositores.
    O espúrio convívio desses administradores com o Poder é cada vez mais notório. O livro o demonstra de forma cristalina. Resta saber se alguém do Ministério Público vai tomar alguma providência, ou se tudo vai continuar como está para não prejudicar os colegas promotores da Curadoria das Fundações. Imagino o que os professores honestos que devem existir na FAAP estão pensando acerca de tudo isso? Vão ficar mudos pensando apenas nos seus vencimentos depositados ao final do mês?

  2. Fernando

    Não entendi seu comentário. Imagina se todas as empresas que recebem acusações dos mais diversos tipos e princípios fossem obrigados a se manifestar publicamente. Ninguém mais trabalhva neste país. É direito da autora escrever e sustentar seus argumentos. Mas não é dever da FAAP se manifestar publicamente sobre coisa alguma. A FAAP, como qualquer outra empresa faria, está respondendo às acusações da forma definida em lei e no fórum correto, na justiça. Mídia, jornalista e editor não são polícia e nem tem o papel de juízes de nada. Apesar de acharem que sim, não são o quarto poder. Pelo menos oficialmente não.

    Vc lembra do caso da Escola Base ?


  3. Fernando

    Por saber que a Escola Base aconteceu é que acredito que tudo deva ser esclarecido com o máximo cuidado.
    Mas não se trata apenas de uma matéria, o conteúdo parece um pouco mais sério do que isso e volto a defender que, apesar da justiça ser soberana, esclarecimentos são necessários, em várias instâncias, inclusive na opinião pública, muitas vezes mais taxativa do que a justiça.

  4. Philippe Pompeu

    Fernando. Por favor, leia o livro antes de divagar sem saber do que está falando.
    A autora Wanderléia não é polícia e nem juíza. Ela informa em seu livro o que os auditores do INSS efetivamente apuraram, o que a Folha de São Paulo, Veja, Isto é, Globo, etc. denunciaram, o que a Justiça já julgou e que os administradores da FAAP tentam esconder em seu site que conta uma falsa história da instituição que mais parece a de um conto da fadas. Alí não tem invenção alguma. Na verdade, a FAAP deveria agradecê-la pelas omissões.
    Vamos e venhamos; o assunto não passa nem de longe perto do que aconteceu com a Escola Base. Nem dá para comparar. Não só a FAAP, mas também os seus administradores, já foram condenados a devolver aos cofres públicos, valores que hoje ultrapassam os 180 milhões… Podem recorrer, mas não passa de tentativa de atrasar o estouro do rojão.
    A Veja fala que 300.000 pessoas foram à exposição Deuses Gregos enfatizando que entraram gratuitamente. Caso a FAAP tivesse cobrado 10 reais por entrada, o total apurado de 3 milhões ainda seria uma migalha perto dos 180 milhões sonegados pelos administradores sem se falar dos desvios através dos laranjas, notas fiscais, etc… A Veja faz demagogia porque é sócia da FAAP em uma exposição que está atualmente acontecendo no Museu de Arte Brasileira. Na matéria que publicou, a Veja passa ao lago das acusações que ela mesmo fez no passado. Foi cooptada, infelizmente.
    Defender os administradores da FAAP e seus métodos, a estas alturas, ou é coisa de quem comunga da mesma mesa que eles ou uma demonstração de ingenuidade…
    Finalmente, a FAAP tem que se explicar sim, assim como seus administradores. Apesar de ser uma entidade privada, é de interesse PÚBLICO e, como tal, DEVE prestar contas à sociedade. E seus professores, alunos e pais de alunos tem a obrigação de exigir desses administradores provas cabais de inocência e não apenas discurso.

  5. Padre Mauro

    Me contaram. Não acreditei e fui checar. Está na Coluna do Giba Um e reproduzido no Blog da Editora Biografia. Vejam bem com que a FAAP se preocupa em face das graves acusações de irregularidades ali praticadas pelos seus administradores:

    Berço de ouro
    Um dos trechos do livro Faap – Honestidade por Aproximação, da jornalista Wanderléa Farias, que faz denúncias contra a fundação, que mais irritou Celita Procópio de Carvalho, presidente do Conselho de Curadores, é quando a autora questiona a expressão berço de ouro, sempre usada por ela e garante que a cidade de Cornélio Procópio, no Paraná, não foi fundada por seu avô. Cornélio, pai de Celita, tinha o apelido de Jerry e foi colunista social da Folha da Manhã (foi também chefe do Cerimonial do governador Adhemar de Barros).

    Fonte: http://www.gibaum.com.br/abertura.htm

  6. Ricardo

    Alí o que impera é a futilidade. As conversas, as preferências e as convivências. Nem mesmo os discursos Celita profere são redigidos por ela, mas sim por um simpático rapaz bem entranhado no meio cultural paulistano. Imagine essa mulher, no seu primeiro dia de cárcere, como será tratada pelas suas companheiras!

  7. C ristina

    O que mais me espanta nessa coisa toda não é o silêncio da FAAP ou dos indivíduos denunciados. Deles nada se pode esperar, a não ser desconversar. Não é à toa que contrataram para assessorá-los, O ADVOGADO DO MALUF!!!
    O que me deixa atônita é a total inércia do Ministério Público - e mais especificamente, a Curadoria das Fundações - que deveria fiscalizar a FAAP e, ao final, é o maior culpado por tudo o que acontece lá dentro. A famosa culpa in vigilando que derrubou Collor.
    Assim como a FAAP é crucial e imperativo que o Ministério Público se explique e aja. Sob pena de não o fazendo, incorrer em completa desmoralização.


  8. Philipe, sua argumentação somente corrobora o que disse. Veja, Isto é, Folha de SP e Globo não são o quarto poder. Divagar sobre a função pública da acareação tem como preceito que a sociedade deve julgar os culpados e não o judiciário. Preceito este que discordo. Este tipo de postura decorre exatamente da falta de ação do judiciário e do ministério publico; mas então vamos colocá-los para trabalhar e não transformar tudo isto em um circo social. Se são culpados, ótimo. Então a justiça deve ser acionada. O Código de Hamurabi há muito tornou-se obsoleto nas sociedades democráticas desenvolvidas. Não estou defendendo a FAAP. Só estou dizendo que em uma democracia existem regras e lugares para se tratar este assunto. E a mídia, os jornais e o palco público certamente não são os lugares. A justiça no Brasil e seus meios e regras para punir culpados é ruim. Então cabe a sociedade resolver isto. Mas de novo: imagine se toda a empresa acusada ou julgada sobre qualquer assunto ou delito tivesse que ficar publicamente se explicando. É uma bobagem social achar que o povo tem capacidade de julgar algo ou alguém com isenção e equilibrio. Não conseguimos nem escolher nossos representantes.


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