14 de Junho de 2009

Papel de pai discutido de forma profunda

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Existem várias formas de discutir o papel paterno. Uma que se tornou popular é a que reforça o arquétipo provedor, para tanto existem várias “besteiras”, como os livros de auto-ajuda, a série Pai rico, pai pobre vendeu quase 1 milhão de livros no Brasil e não deve ter feito nenhum milionário e tampouco contribuiu para aproximar pais de filhos.

O caderno Aliás de hoje faz muito mais. Se você não leu, fique atento. Há uma ótima entrevista com o terapeuta familiar Paulo Fernando Pereira de Souza, imperdível. Coloca as questões jurídicas de forma ampla e verdadeira, mas aprofunda os papéis e as figuras de pai e mãe, apresenta o conceito de Winnicott de mãe suficientemente boa (a que está presente mas ao mesmo tempo permite a criança crescer e viver) e diz que não foi ainda definido o pai suficientemente bom, que é algo em formação ou discussão.

Toda essa discussão é derivada da questão do menino S. e da disputa entre o pai biológico e o padrasto. Para o bem do menino a justiça terá que ir além de seu papel legal. Como lembra um outro artigo de Debora Diniz, eis um caso propício ao bíblico julgamento de Salomão.

Já que a questão paterna está em aberto, vale também ler É preciso ser feliz sozinho, com o pop psi, sem muito preconceito, Flávio Gikovate.

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